Arroubos tirânicos marcaram a participação do prefeito de BH no Programa Roda Viva

O prefeito de Belo Horizonte esteve na noite de segunda-feira (30) no Programa Roda Viva da TV Cultura. Quem assistiu segue até agora de boca aberta e queixo caído com o espetáculo deprimente protagonizado pelo político eleito em primeiro turno com 62% de votos validos dos belo-horizontinos.

Embora eu não conheça uma única alma viva que tenha votado em Alexandre Kalil, é sempre bom exercitar a memória lembrando que BH já teve como prefeitos: Juscelino Kubistchek de Oliveira; Hélio Garcia; Maurício Campos; Oswaldo Pieruccetti e outros. Regressão maior parece não haver.

As bizarrices de Kalil são tratadas como marketing por eleitores incautos e pela imprensa local, legitimadora de tudo que o agrada. Ainda que sejam atos caricatos ou desrespeitosos com a população que não votou nesta figura emblemática. Ninguém tem coragem de falar o que Kalil precisa, então recitam o que ele gosta. O jornalismo opinativo de repente passou a sofrer de apagão. Nada mais enigmático e “inexplicável”.

Leitores estarrecidos querem saber o que está acontecendo em BH

Recebi mensagens de leitores de todo Brasil perguntando se de fato BH elegeu este indivíduo que apresenta-se como um tirano, o dono da cidade. O que dizer? Não podendo controlar o incontrolável, Kalil tenta apropriar-se dos números e da imprensa com polpudas verbas publicitárias. Tem sob sua batuta, uma Câmara Municipal subserviente e um Ministério Público omisso, ainda de férias esperando a vacina contra o vírus chinês chegar à cavalo.

Do lado do prefeito gente que o teme mais do que o respeita. Será que estão certos, e o errado sou eu? O vírus não vai embora, tampouco será controlado no curto prazo. Então o assunto virou pura política e exercício de imaginação. Nesta toada Belo Horizonte vem perdendo R$ bilhões em investimentos, que vão parar nas vizinhas Betim e Contagem.

A capital virou a velha idosa viúva de líderes reais. Tanto que aqui nada acontece, melhor para outra também vizinha Nova Lima, quando o tema é indústria da construção civil. Quem duvida da decadência basta uma visitinha sem descer do carro à região central de BH. Não se vê no horizonte uma única grua, tecnologia ou inovação que permitam fiapos de otimismo, o espetáculo da pobreza se multiplica a olhos nus.

BH caminha a paços largos para uma espécie de “Encubamento” (repetição do que ocorre em Cuba)

O que se nota na verdade é o espelhamento do modelo Argentino para não dizer de um ainda pior, o Cubano. Será que estamos Encubando? A cidade segue sob a regência de um desorientado vaidoso e arrogante. O comportamento do verdugo não deixa dúvidas e suas aparições são libelos de idiotice no último grau, arroubos de insanidade misturados com tirania. Negar isso é desonestidade intelectual.

O mal que faz não é a si próprio, mas à coletividade. As recomendações do prefeito não são por convencimento, mas por imposição e não raro, no grito. Ele conseguiu transformar o produto turístico de BH – Bares e Restaurantes – na Geni do Coronavírus. Sem poder culpar a Deus, culpa a quem na opinião deles, não presta à cidade. Esquece que nada nem ninguém irar parar o vírus, é a natureza, Infelizmente.

Triste e ao mesmo tempo patético é constatar que o eleitor não aprendeu ainda dissociar gestão publica de paixão futebolística. Coisa de gente desqualificada, coquetel perfeito para oportunistas estatais e privados em busca de vantagens,. Mas a verdade ainda que tardiamente costuma vir, é uma questão de tempo e de vigilância dos que não se curvaram ao governo despótico de Alexandre Kalil.

José Aparecido Ribeiro é jornalista independente em Belo Horizonte

Contato: jaribeirobh@gmail.com – WhatsApp: 31-99953-7945 – www.blogdozeaparecido.com.br

Link do Programa Roda Viva. Recomendo um antiácido e um copo d´agua ao lado.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado.