BH na encruzilhada e sem alternativas

BH na encruzilhada, e a beira do caos: Desobediência justificada, ou falência?

A ausência do prefeito Alexandre Kalil em reunião de empresários representados pelo CDL e pela Abrasel, na tarde de quinta-feira (23) na Prefeitura de BH, tem sentido maior do que os aparentes. Não há nada tão importante que possa justificar a ausência do mandatário no momento que BH completa 127 dias com a sua economia despencando ladeira abaixo por causa do maior lockdown da história.

*O feito inédito lhe rendeu lugar de destaque no livro dos recordes, o Guiness Boock, como a cidade que permaneceu mais tempo fechada no mundo.*

Vejo no comportamento do prefeito um alerta, e ao mesmo tempo um fio de esperança para salvar BH do caos e de interesses inconfessáveis que estão longe de ser a saúde da população apenas. A ausência é um recado de que não é ele mais o comandante da cidade no tema lockdown, se é que um dia tenha sido. Por diversas vezes Kaliu declarou que suas decisões são baseadas nas recomendações do grupo/comitê do Covid-19. Quem está no comando, portanto, são os técnicos ligados à Saúde, e aí fica fácil encontrar o fio da meada do problema.

A coordenação deste grupo segue nas mãos de servidores que tem na testa e no sobrenome o carimbo da esquerda, como a maioria das secretarias da PBH. O assunto não gravita só na seara da saúde, está mergulhado até o pescoço no campo da política. Pesquise para saber quem é Carla Anunciatta *Lula* de Carvalho; Estevão Urbano Silva; Carlos Starling e Unaí Tupinambás. Descubra também quem os indicou. Adianto que todos são funcionários públicos estaduais, municipais ou federais, com estabilidade. Garantias que boa parte dos jornalistas que fazem o dever de casa também tem ao manter o terror que valida o embuste.

Não assuste caso a sua pesquisa demonstre também fortes vínculos deles com partidos que querem derrubar o governo do presidente Jair Bolsonaro. No currículo, não escondem suas ideologias e nem seus vínculos partidários ou ligações com a secretária que é a prefeita de fato – Maria Caldas (PT). Portanto quem banca o fechamento da cidade há 127 dias já deixou claro que a economia de BH é tema secundário. Eles não explicitam, mas denunciam nas entrelinhas que pretendem levar adiante o embuste da quarentena às últimas consequências.

*O resultado pouco importa se será a falência da cidade. Todo mundo sabe que em terra arrasada a esquerda reina absoluta, vive disso há quatro décadas.*

Quando tudo isso começou em março, a cidade foi a primeira a adotar o lockdown total, sob o argumento de que a prefeitura precisava de prazo para se preparar, equipando hospitais públicos com 7 MIL LEITOS. O discurso era para ganhar tempo e deixar o sistema de saúde apto a receber pacientes infectados. Até covas em cemitérios foram contratadas, mas os leitos de UTI NÃO PASSAM DE 300, numa cidade de 2,7 milhões de habitantes.

Outro argumento da prefeitura para manter o confinamento é que o sistema de saúde precisa ter 50% dos leitos de UTI destinados a Covid-19, ainda que a taxa de ocupação sempre tenha sido acima de 80%, independente da pandemia. Com efeito, se a doença não vai sumir enquanto não houver uma vacina, o que deve demorar pelo menos dois anos, podemos concluir que o critério adotado pelo comitê canhoto é de manter a cidade fechada por quanto tempo for preciso.

A lógica nos mostra que a ampliação dos leitos prometidos deixou de ocorrer nao por acaso. *PASMEM é a baixa disponibilidade de leitos de UTI para Covid-19 que justifica o lockdown prolongado* . A tradução disso é falência total do comércio, dos prestadores de serviços e por consequência o desemprego em massa, garantindo assim a política do quanto pior melhor, terreno fértil para a esquerda.

Tudo isso ocorrendo debaixo do bigode das autoridades municipais e da justiça, a mesma que derrubou liminar de juiz que traduziu o que enxergou por trás das aparências em BH. O juiz Wauner Batista Ferreira Machado falou a verdade e sofreu reprimenda. Sua atitude corajosa baseada em fatos daria ao povo alguma esperança com a reabertura gradual da economia. Mas o lobby está sendo maior.

*Lembro ainda que BH tem no comércio e na prestação de serviço o carro chefe da economia. Nesta toada, restarão supermercados, padarias, sacolões e as farmácias na capital nacional dos bares.*

Enquanto o sexo dos anjos é discutido nos bastidores das entidades empresariais, as poucas que dão as caras, ou em grupos de whatsapp que gritam ao vento “fora Kalil”, a esquerda que é de fato quem manda na cidade, vai ganhando tempo e empurrando a quarentena ao seu bel prazer. *Restam duas opções e muito pouco tempo: Desobediência justificada ou a falência anunciada!*

José Aparecido Ribeiro é Jornalista
WhatsApp: 31-99953-7945 – e-mail: jaribeirobh@gmail.com

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