Vila da Serra sofre com a omissão de prefeitos desconectados da realidade

Leitor do Blog, Engenheiro Fernando Werneck, mora no Vila da Serra e apresenta alternativas para minimizar o caos que milhares de pessoas presenciam diariamente para entrar e sair do bairro, alguns levando mais de uma hora para deslocar poucos metros.
 
A omissão de dois prefeitos, o de Nova Lima, Vitor Penido e o de Belo Horizonte, Alexandre Kalil em relação ao tema é algo que desafia a paciência de quem convive com a desordem sem ter para onde correr.
 
o Vila da Serra precisa de um plano de obras que inclua intervenções no território de Belo Horizonte, especialmente no Belvedere. Se não houver boa vontade dos dois prefeitos, a região caminha para um colapso no trânsito. O local virou o filho feio sem pai. É a vingança dos agentes públicos “pobres” contra os ricos, e do prefeito que não faz obra para “ricos”, mas esquece que os pobres também são prejudicados.
 
A seguir, na intergra, carta de leitor que cansou de esperar pela boa vontade dessa gente mediocre  que nos governa na base da meia boca e do grito, e apresenta sugestão de intervenções.
 
 
“Leitor assíduo de suas publicações SOS Mobilidade Urbana, tomo a liberdade de sugerir uma pauta que reputo de grande importância para Belo Horizonte e a região Sul.
 
Sou morador de Nova Lima – Vila da Serra – e convivo, juntamente com dezenas de milhares de vizinhos, o drama de poder sair e/ou chegar em casa.
 
A região é dotada de apenas dois acessos, extremamente acanhados e provincianos. Nas horas de maior movimento, na descida da MG30, sentido BH Shopping, é comum demorar-se até uma hora para percorrer um trecho de menos de um quilometro.
 
O gargalo maior é na confluência da MG-30 com a BR-356, pois os veículos que descem vindo do Olhos D’água e procuram o trevo do BH Shopping para seguir pela Av. Raja Gabaglia, formam duas filas e obstruem a saída da MG-30.
 
Há uma solução, a meu ver de simples execução e ainda de baixo custo, que seria a construção da continuação da passagem inferior já existente e fazer um aterro na faixa da direita da BR- 356, passando por cima desta construção.
 
Isto resolveria de vez o problema deste cruzamento e ainda evitaria que os apressadinhos e mal- educados que procuram fazer vantagem, passando por fora das filas e forçam a entrada mais adiante para ganhar mais uns míseros minutos, causando novos conflitos no já caótico trânsito.
 
Envio em anexo uma foto do Google com a indicação da proposta acima.
O outro ponto crítico é na outra extremidade da Alameda Oscar Niemeyer, cruzamento com a Alameda do Morro.
A ligação dos dois municípios de faz pela Alameda do Morro, passando por debaixo de um pontilhão do antigo leito ferroviário da Vale (Mina de Águas Claras), hoje totalmente desativado e sem serventia.
 
A arquitetura do referido viaduto não tem boa concordância com o sistema viário local, que teve de se adaptar àquele, construído em época que a ocupação daquela região era muito pequena ou inexistente.
 
A solução, a meu humilde ver, seria uma reforma no muro de contenção do pontilhão (pegão), de forma a melhorar a concordância das vias, permitindo maior fluidez e aumento da velocidade do tráfego.
É forçoso realçar que a MG-30 atende não somente aos bairros e condomínios da região, mas a várias cidades, e que por ali passam todos os veículos que procuram chegar à Capital.
 
Uma solução urgente se faz necessária até por uma questão estratégica – carros de serviço e atendimento (ambulâncias, Corpo de Bombeiros e Polícia) têm dificuldade de transitar pelos locais acima indicados, quando não impedidos de seguir dado o engarrafamento.
 
Tenho ciência da existência de uma enorme má vontade do poder público municipal, de ambas cidades, na busca de solução para o problema. Alega-se que seria aplicar dinheiro em obras para beneficiar outro município. Isto é de um provincianismo e uma mesquinharia sem limites.
Desde já, agradecendo pela atenção, envio meus cumprimentos”.
 
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