O imposto conhecido como quinto era de 20%, menor do que os 35% que o brasileiro paga hoje para um governo ineficiente e perdulário

O Brasil vive momentos de grande aflição não apenas nas questões da liberdade de expressão, cerceada para quem pensa diferente do sistema, mas de perseguições no campo do fisco, que, diante de sua sanha arrecadatória, aplica mecanismos de fiscalização jamais vistos em qualquer outro período da história.
A Conjuração Mineira, ou Inconfidência Mineira, que deu início ao movimento de libertação do país do jugo Português, apesar de sufocada, deixou legados que serviram para que 30 anos depois, em 1822, o país se tornasse uma república independente. Ou seja, foram os altos impostos que fizeram os inconfidentes se rebelarem contra a Coroa Portuguesa.
A revolta pelo quinto, como era conhecido o quinhão da Coroa Portuguesa, representava 20% de tudo que era produzido. Com a escassez do ouro que foi levado para Europa durante o Sec e XVII, a Coroa, cuja Rainha era Sua Majestade Maria I, que confiscava 20% de toda a riqueza produzida em solo brasileiro, no que ficou conhecido como Derrama.
Joaquim José da Silva Xavier, o Tiradentes, foi enforcado e teve seu corpo esquartejado, em ato de barbárie dos dominadores para servir de exemplo ao que se atrevesse propor separação do Brasil da Coroa, sonegar impostos, ou mesmo questionar os altos valores cobrados. Pague quem tiver juízo, e não questione o que receberia em troca, que era praticamente nada.
A comparação pode parecer esdrúxula, mas não é. Basta lembrar que não temos segurança, somos obrigados a ter plano de saúde, não temos infraestrutura de estradas, as cidades estão em colapso da mobilidade urbana, educação segue piorando e por aí vai.
Repare que naquela época a carga tributária era de 20%, menor do que é hoje, que chega aos 35%. Percentual insuficiente para que o brasileiro médio, que trabalha para manter uma máquina gigantesca e ineficaz funcionando, possa falar em diminuição de impostos. Todo mundo reclama da ineficiência do estado, da desproporção entre o que se paga e o que se recebe, mas acaba pagando sem ter para onde correr, e nem a quem lamuriar. O mesmo vale para a lei da mordaça.
Mas quem de fato é penalizado e pagador de impostos?
Na falta de bilionários para taxar, o governo resolveu ampliar sua base arrecadatória, e hoje passou a exigir impostos para os que conseguiram adquirir algum bem, como um sítio, um pequeno comércio xing-ling, de onde tira sua sobrevivência, ou mesmo uma pequena chácara, ou simplesmente nos proventos que a classe média ganha trabalhando de sol a sol, sem nada em troca.
Não bastou o imposto para os milionários, eles estão pegando todo mundo e colocando no mesmo balaio. Como um saco sem fundo, querem mais e mais, taxando aquele cidadão médio que possui uma casa e que conseguiu, por exemplo, outra de aluguel que possa garantir o futuro dos filhos. Que se dane o futuro do filho alheio, a ordem é arrecadar de quem tem endereço e algum rendimento, sem diferir despesas que no Brasil cresce assustadoramente.
Não escapa ninguém, o sistema hoje permite que um advogado, um médico, ou profissional liberal que lutou para ter uma profissão, estudou, investiu em educação, seja tratado como um milionário. Isso vale para o pequeno comerciante, ou consultor que graças ao seu conhecimento, consegue algum rendimento extra. Não tem escapatória, o Leão vai te pegar onde você estiver.
Vale lembrar que eles querem erradicar a classe média, de acordo com aquela socióloga que gritava num dos comícios do PT nas eleições de 2022: “EU ODEIO A CLASSE MÉDIA”! Lembra de Marilena Chauí a petista caviar? O PT é aquela quadrilha em forma de partido político onde um grupo de comunistas rouba com a autorização do Supremo Tribunal Federal e com o apoio do jornalismo militante.
Se você é um vencedor, você vai ser pinçados e eleito para pagar a conta da máquina com todo o seu peso, achando você justo ou não, querendo, podendo ou não. Na falta de pobres e pix a serem taxados a mais, vale tudo. Lembre-se, no entanto, da Venezuela que já foi um país rico, ou de Cuba onde os milionários desapareceram, deixando no lugar os miseráveis que vivem de ajuda governamental, em um círculo vicioso que mantém a pobreza em escala alarmante.
Nestes países a possibilidade de ascensão de classe social ou de construção de uma previdência é praticamente nula. Crescem exponencialmente os miseráveis, e os que são sustentado, afim de garantir as regalias. É a máquina burocrática e obediente do quadro estatal que tem sangue azul.
Ou você é pobre e vive com o mínimo, a maioria passando fome e sendo privada de uma vida digna, ou você é funcionário público e tem garantidas as regalias. Mas para isso precisa ser obediente e concordar com tudo que o sistema disser que é melhor para você. Inclusive ser canalha, se necessário. O que faz lembrar de períodos sombrios da história humana, como o I, o II e o III Heich. Fato é que a Classe média desapareceu.
O modelo que era o de repartir para multiplicar foi substituído pelo dividir, para aumentar a dependência e os miseráveis dos programas de governos, cujo lema é guerrear e perseguir até que todos estejam rastejando, isso é o que eles querem. Lembre-se que o voto do miserável e do cidadão que paga impostos, é esclarecido e sustenta a máquina, tem o mesmo valor.
Até quando a sociedade vai permanecer calada e assistindo o comunismo ganhar espaço no Brasil, com ajuda de populistas, da imprensa vendida, de políticos corruptos e omissos, que fazem vista grossa para o plano sórdido de dominação por meu de ideologias esquerdistas e promessas falsas? Assim como aconteceu na Inconfidência Mineira, o Brasil precisa de novos Tiradentes…o
José Aparecido é jornalista e editor
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