Abuso nos preços das passagens aéreas não é por acaso.

Ao praticarem preços abusivos, as cias aéreas mostram as suas “asas” para o consumidor brasileiro, que é desatento e tem memória curta. Fazem isso confiantes de que nada vai acontecer com elas em um país de políticos descompromissados. Especialmente em período de férias em que a maioria deles estão arrumando as malas para voar para fora do Brasil, pagando por passagens internacionais muito menos do que se paga por trechos nacionais. É o período em que no Brasil tudo pode.  Podem até quintuplicar os preços das passagens e colocar a culpa no dólar ou no custo do querosene de aviação, pois ninguém vai chamar o PROCON e nem tampouco fazer piquete nos aeroportos.

 

Para a turma do deixa disso, o mercado é livre e eles fazem o que querem. Esse papo de que o preço de passagem tem a ver com oscilação do dólar, com o valor do combustível e com o custo Brasil na falta de estrutura aeroportuária, é conversa pra boi dormir, e teoria de especialistas que vivem fora da realidade, defendem a prática imoral das cias aéreas por interesse ou incompetência. O que define esse festival de abusos nos preços de passagens, quando mais se precisa voar é no popular a chamada "GUELA LARGA", oportunismo, falta de consideração, ausência de regras capazes de botar freios na sanha de executivos que estão se lixando para o povo e querem ter lucros a qualquer preço, em especial nos períodos de alta quando não há alternativas.

 

Sorte deles e azar nosso é que o MP (MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL) brasileiro, assim como o judiciário, o legislativo e o executivo, que deveriam agir em defesa do povo, estão com o “burros na sombra”, arrumando as malas para a temporada de compras e descanso em Miami ou em algum país da Europa. Compraram suas passagens com antecedência, querem mesmo é entrar no avião e esquecer as mazelas tupiniquins.  A imprensa bem que tenta chamar atenção do povo, mas esse por sua também já está no clima de festa. Afinal, tudo aqui termina em festa, quando não em pizza.

 

Para os que usam o avião como único meio de transporte, por necessidade, como eu e minha família, que tem residência em MG e no Amapá, que se dane ou trate de usar milhas, pois é impossível pagar 3 mil reais por bilhetes que costumam sair por 400 reais em épocas normais. Isso não é um país sério nem aqui, nem na china. Infelizmente essa choradeira toda, da qual faço parte conscientemente e em vão, não dará em nada, pois quem não quiser que pegue a direção do seu carro e enfrente as estradas federais que atravessam o país e que estão pela hora da morte. Os riscos são inerente ao fato de ter nascido no Brasil.

 

José Aparecido Ribeiro

Administrador

Belo Horizonte – MG

CRA MG 0094 94

 

 

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