Artigo sobre o cruzamento de Av. Pedro II com Anel Rodoviário

Todas as vezes que preciso utilizar a Av. Pedro II em direção a região norte na cidade e passo no cruzamento dela com o Anel Rodoviário, tenho a sensação de que os homens que governam Belo Horizonte não devem passar por ali. Incluindo Prefeito, Vereadores, dirigentes da BH Trans e da SUDECAP. Pois se o fizessem, certamente já teriam tomado alguma providencia para minimizar o caos que se instalou naquele funil crônico que divide a cidade ao meio. Passar pelo local é um teste de paciência para trabalhadores, tanto no transporte individual, de carro, ou no transporte coletivo, de ônibus. O gargalo deste cruzamento provoca, DIARIAMENTE, interferências no transito com reflexos até o centro de BH, para quem transita no sentido centro bairro, sobretudo no final do expediente. No sentido contrário, pela manha, para quem necessita atravessar o anel, procedente da região do norte da Capital os engarrafamentos costumam emendar com as Avenidas Tancredo Neves e João Paulo II, paralisando o tráfego nos bairros Progresso, Alípio de Melo, Ouro Preto, São José, Castelo e por vezes até o Serrano, além do trafego do próprio Anel Rodoviário, para quem precisa acessar a Pedro II em qualquer sentido. É inacreditável que até hoje não foram feitas intervenções para dar fluidez ao transito, sobretudo se considerarmos que existem soluções possíveis, simples, fáceis e que saltam aos olhos de qualquer pessoal que tenha o mínimo de bom senso. Atualmente a Av. Pedro II atravessa o Anel Rodoviário por baixo com 3 pistas de cada lado, limitando o fluxo durante o dia todo. Uma intervenção corriqueira, de alargamento de via e uso do vão central do viaduto, dispensaria buracos ou edificação de mais um viaduto, (que correria o risco de cair, no que dependesse da fiscalização da SUDECAP).  Sem grandes esforços é  possível transformar as 3 pistas atuais em 5 pistas de cada lado, dando fluidez ao transito, acabando com o gargalo que consome tempo, combustível e anos de vida de motoristas e passageiros do transporte coletivo. Entre um lado e o outro da Av. Pedro II o canteiro central mede aproximadamente 20 metros de largura, e serve apenas de enfeite, já que não existe paisagismo ou qualquer cuidado mínimo que demonstre a presença do poder público ali.  A sensação que fica, ao transitar por esse e em outros 150 gargalos que a cidade possui, alguns muito piores, é que não existe compromisso de quem faz a gestão do transito e das obras da cidade com a fluidez do transito. Fica claro também que não se trata de falta de recursos, mas um certo desleixo e acomodação. O poder publico acomodou, a população acostumou e o improviso vai ficando, como se o problema fosse do excesso de veículos e das escolhas “equivocadas” do cidadão, ao tirar o carro da garagem e preterir o transporte público. Quem duvida, convido para uma visitinha. Mas prepare a paciência se a visita for feita por volta de 8H no sentido centro ou 18H, no sentido bairro. O estresse, para quem gosta, é garantido.

 

José Aparecido Ribeiro

Consultor em Assuntos Urbanos

Presidente do Conselho Empresarial de Política Urbana da ACMinas

CRA – 08.00094/D

31-9953-7945

 

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