Coisas que “acontecem” em BH, mas que não deveriam. Perda de voo com prejuízos.

Quarta-feira dia 16/07, sai de casa 6:30hs com o check-in pronto para embarcar as 8:15hs em Confins. Ou seja, com 2 horas de antecedência, tempo mais do que suficiente para chegar no aeroporto com folga e ainda tomar um café. Porém, ao pegar a Av. Cristiano Machado entre o Anel Rodoviário e a Av. Waldomiro Lobo, foram gastos 50 minutos para vencer menos de 3 km. O transito encontrava-se parado, sem nenhuma razão especial, se não o fluxo de veículos e a ausência do poder público que deveria zelar pela fluidez da via. Ela, sinais e os veículos estão à própria sorte ali e em mais de 150 pontos da cidade.

 

Infelizmente, mesmo tomando a precaução de sair com 2 horas de antecedência e fazer o check antecipado, acabei perdendo o voo, o compromisso em Uberaba, algumas horas de vida em virtude do estresse, e a passagem no valor de R$260,00. Fui obrigado a comprar outro bilhete, embarcar as 9H para Campinas e chegar no meu destino, às 15:30hs. Como eu, consegui identificar 4 outros passageiros que ficaram presos no mesmo gargalo crônico e que também perderam seus compromissos. A quem devemos reclamar, se fizemos o reza a cartilha?

 

Tudo isso poderia ser evitado, se a empresa municipal de transito tivesse, na manga, enquanto as obras de eliminação dos 13 gargalos que  desafiam a lógica e o bom senso na Av. Cristiano Machado não acontecem, um plano de contingência que evitasse os engarrafamentos. Bastariam 3 agentes de transito treinados e motivados em cada cruzamento, conscientes do seus papeis para que os prejuízos fossem evitados neste em mais de 50 gargalos iguais a esse, espalhados pelos corredores de transito da Capital.

 

Recolhido à minha insignificância, consciente de que o desabafo será em vão e contabilizando o prejuízo, lembro apenas que hoje sou eu, amanhã outros cidadãos inconformados com a inoperância da PBH, e depois de amanhã talvez você, que me lê. Certo é que, estas e outras coisas mais ou menos absurdas "acontecem". Com efeito, em BH elas não deveria não acontecer, se no lugar de desculpas e planos importados que não se aplicam na topografia e no clima da cidade, fossem substituídos por soluções de engenharia, uma dose de ousadia e competência.

 

José Aparecido Ribeiro

Consultor em Assuntos Urbanos

ONG SOS Mobilidade Urbana

CRA MG 08.0009/D

31-9953-7945

 

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