COPAM LIBERA CONSTRUÇÃO DE HOTEL NA RUA MUSAS.

Como profissional de hotelaria a 25 anos, tendo sido Presidente da ABIH (Associação Brasileira da Industria de Hotéis) por dois mandatos e de olho na Copa das Confederações que se aproxima e Copa do Mundo logo em seguida, acompanho o desenrolar dos projetos hoteleiros na Capital atentamente.

O COPAM Conselho de Política Ambiental do Estado de Minas Gerais aprovou nesta última segunda feira dia 25/09/2012, a construção do empreendimento Parc Etoile na Rua Musas, no Alto Santa Lucia. Esta decisão muito mais do que permitir a construção de um empreendimento hoteleiro importante para a cidade, demonstra que o órgão não toma decisões baseadas em paixões ou por pressões as vezes equivocadas da "opiniao publica".

A autonomia deste Conselho nos dá a segurança e um alento de que BH caminha para um desenvolvimento sustentável, além de possuir Conselhos fortes e independentes. A tese de que um hotel trás prejuízos para a sua vizinhança é própria de quem não conhece as rotinas de um empreendimento hoteleiro, especialmente sendo um hotel de categoria 5 estrelas. Ao contrario do que pode parecer, um hotel como vizinho, só trás benefícios e quase nenhum impactos ambiental, inclusive na questão do trânsito, haja vista que 80% de hospedes desta categoria utilizam-se de taxi ou motoristas particulares.

É provável que um vizinho que tenha gosto por cachorros barulhentos incomode muito mais do que um hotel. Não é difícil confirmar essa informação em qualquer um dos 62 hotéis existentes na cidade e nos 18 em construção atualmente. Com efeito, não se tem notícias de reclamações deste gênero em nenhum outro local da cidade. O edifício Parc Etóile não é mais um empreendimento hoteleiro, ele é o único na categoria 5 estrelas, cuja importância poucas pessoas conseguem dimensionar. Ele é de fato e de direito um equipamento preparado para receber bandeiras de nível internacional, foi projetado para isso e conta com estrutura capaz de hospedar Chefes de Estado e delegações internacionais, como nas cidades mais desenvolvida do mundo. O que era uma carência de Belo Horizonte, que até aqui contava com apenas um hotel de categoria parecida. Com este empreendimento a Capital entra definitivamente no centro da atenções de organizadores de eventos internacionais que optavam por outros locais em virtude do baixo padrão dos hotéis de BH. O turismo, vale lembrar, é a indústria sem chaminé que mais cresce no mundo. Portanto, mais do que cumprir com a sua missão de empregar, pagar impostos e gerar riquezas, este hotel presta um serviço de utilidade publica, pois vem colocar a Capital no mapa mundial da hotelaria.

A Lei 9.952 flexibilizou a construção de empreendimentos como esse, com um melhor aproveitamento do coeficiente construtivo, mas ela também estabelece prazo para a sua inauguração. Prazo exíguo, diga-se de passagem, que pode não ser cumprido em razão da morosidade de liberação da obra cujos empreendedores foram alvo de movimentos que militaram contra a sua edificação. Tomara que agora os Legisladores tenham sensibilidade, juntamente com o próximo Prefeito e o prazo seja flexibilizado, afim de permitir que a cidade ganhe seu primeiro e único hotel 5 estrelas.

Cabe ainda ressaltar que é direito de qualquer cidadão, em dia com suas obrigações, defender seus interesses, desde que esses não sobreponham aos da cidade, mesmo sendo eles legítimos. A capital ganha e a vizinhança ainda mais com a decisão do COPAM. Isso por que em breve as edificações no entorno deste empreendimento estarão dobrando de valor. O tempo dirá, e o que hoje pode parecer uma derrota  para os moradores daquela rua, em breve será motivo de comemorações. Quem viver verá.

 

José Aparecido Ribeiro

Diretor da JR & MvS Consultores Especializados em Hotelaria

Ex-Presidente da ABIH-MG

CRA MG 0094/94

31-9953-7945

 

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