Desordem no centro. BHTrans e Secretária são responsáveis pela quebradeira no comércio

Sexta feira 19 de outubro de 2018, 14h, se contar ninguém acredita, mas eu vi. A SUDECAP em meio ao caos toca uma obra de alargamento de passeios no cruzamento de Rua São Paulo com Av. Amazonas no Hipercentro de Belo Horizonte.

Coisa de gestor público louco ou desconectado da realidade. Não é possível que ninguém esteja vendo que os projetos “Mobicentro e Zona 30” irão liquidar o comércio do centro de BH. O desespero da BHTrans e da petista  Maria Caldas, para tirar carros das ruas na marra não tem limites, foge ao princípio da razoabilidade e do bom senso.

Estreitamento de passeios com a conversa FIADA e “politicamente correta” de que a cidade é para as pessoas não tem cabimento e não se sustenta na prática. O Centro é passagem de milhares de veículos que precisam atravessar a cidade. BH não tem vias expressas e nem corredores marginais capazes de permitir deslocamentos que eliminem a circulação central.

E não tem, por que as mesmas pessoas que tentam, na marra, fechar o Hipercentro para o carro são contra obras estruturais. Eles acham que carro é conduzido por ETs e não por cidadãos. Veja a insanidade que estão fazendo na Praça da Liberdade, ao afunilar a já saturada Alameda que dá acesso a Av. Bias Fortes. Estão carregando de tráfego a Rua Gonçalves Dias que não suporta mais o volume procedente da Av. Brasil. Eu já ví loucuras da BHTrans, mas igual a essa está para existir.

Os desqualificados que cuidam das políticas de mobilidade tentam exorcizar o transporte individual diminuindo os cidadãos que usam carros como se eles fosses os responsáveis pelo caos nas ruas da capital, e não à incompetência explicita do grupo que trata o assunto há 30 anos. Grupo, diga-se de passagem, comandado por Celio Bouzada, dono da tal caixa preta que o prefeito prometeu abrir e que até hoje segue fechada.

Inacreditável é constatar que o mesmo grupo de xiitas desqualificados que buscam o caminho mais curto e cômodo, por preguiça e ideologia, não consegue interpretar a realidade é o desejo da população. Se acham donos da verdade e não ouve ninguém. Fica cada vez mais claro que os assuntos trânsito, mobilidade e Hipercentro da capital NÃO fazem parte da agenda do prefeito.

Com efeito, é lamentavelmente que Kalil siga dormindo ou fingindo não ver o que está acontecendo na sua administração, até aqui comandada pelo PT de Fernando Pimentel, Maria Caldas e Célio Bouzada. As consequências serão desastrosas e difíceis de serem corrigidas se um freio não for colocado nestes dois agentes públicos que comandam um grupo de técnicos partidários do atraso.

Não bastasse o movimento para fechar a região central para o trânsito de veículos, o comércio informal (camelos e toteiros) dominam o centro, fazendo da região uma desordem sem limites, com resultados imprevisíveis e prejuízos para empresários, população e para a própria prefeitura que precisa dos recursos gerados no comércio para se manter. Até quando o prefeito vai fazer vista grossa para o desastre que está em curso no Hipercentro e que tem a autorização da BHTrans e da secretaria de Regulação Urbana?

José Aparecido Ribeiro
Jornalista
DRT 17076 – jaribeirobh@gmail.com
31-99953-7945

16 thoughts on “Desordem no centro. BHTrans e Secretária são responsáveis pela quebradeira no comércio

  1. Às vezes fico mais de seis meses sem ir ao centro de BH… Transporte coletivo por ônibus Metropolitano é um lixo, frota sucateada, motoristas em sua grande parte confundem transporte de passageiro com transporte de boiadeiro… Coletivo BH Trans melhorou um pouco, mas não o suficiente para atrair mais passageiros… Região Metropolitana não tem Metro, pois o lobby dos Sindicatos das Empresas de ônibus não deixa… E agora vem a prefeitura de BH por meio da BHTrans, digo BH Transtorno fazer isso com a gente? Para tudo e fecha logo o centro todo dá mais certo!!! A incompetência não os permite enxergar que precisamos de vias nos moldes da 710 para deslocarmos de uma regional a outra sem passar pelo hipercentro e também necessitamos de metro de verdade e quem sabe a volta dos trens de passageiros para atender a RMBH!!!

  2. As ações inacreditáveis dos governos locais nossos tem elevado substancialmente o custo de vida na cidade.

  3. Caríssimo José Aparecido Ribeiro, grande foi a minha surpresa e alegria ao ler sua matéria sobre esta que, provavelmente, é a pior empresa de gestão de trânsito do planeta. Até hoje, sempre me perguntei como ninguém se manifestava publicamente sobre esta aberração chamada BH-TRANS, e seu quadro de funcionários e principalmente diretores completamente incompetentes para a função. Só agora venho saber, através da sua matéria, que são todos oriundos dos quadros do PT, o que facilita bastante entender o por que de tamanha incompetência. Infelizmente, parece que vamos ter que aguardar até expulsarmos esse Kalil da prefeitura e quem sabe aí colocaremos gente competente e capacitada para gerir o transito da capital e desfazer todas as aberrações cometidas e citadas na sua excelente matéria.

  4. Concordo plenamente.
    A obra da praça da liberdade é uma afronta aos motoristas e ainda não cumprem nem o cronograma. A pista era para ser liberada no dia 30/09 e até agora nada.
    Agora alguém por favor pode me explicar o motivo de diminuir a pista?
    Onde esse povo comprou o diploma? Porque parece até que é para gastar o dinheiro público e daqui a pouco refazer tudo porque não funcionou…..
    Nós como usuários das vias não temos aonde recorrer? Ficamos vendidos por essas péssimas decisões? Inacreditável como temos a capacidade de regredir….

  5. É o órgão mais ditatorial que existe, não escuta ninguém, que está no trânsito, para ver a incompetência é só ver o novo viaduto que foi inaugurado, cuja alça de quem vem pela Antônio Carlos se afunila em uma pista na entrada da Andradas, enquanto o que vem da Cristiano Machado fica ocioso. Ademais permitir estacionamento rotativo em grandes avenidas como contorno e Francisco Sales, só atende meia duzia de donos das vagas e complicam o trânsito. O viaduto do perplexo da lagoinha que vai para o Barro preto é outro exemplo, colocam tijolinhos e proíbem a entrada de carros na contorno, fora a falta de faixas no chão como na rua Curitiba na praça da rodoviária e por aí vai…..

  6. Eu sou completamente a favor das mudanças. Por mim, todas as ruas dentro da Av. do Contorno deveriam ser fechadas e ser transformadas em calçadas, nos moldes do que já acontece em vários países europeus. Chega de carro. Ninguém aguenta mais. Quem quiser que ande a pé. Aí, quem sabe, não aproveitam para emagrecer também e deixam de ser sedentários.

  7. – Av. Pedro I e Av. Pedro II, Av. Paraná, no centro, quarteirões da Av. Afonso Pena após a Prefeitura até a Getúlio Vargas, nos dois sentidos. Poucos exemplos para ilustrar a grande destruição da cidade, do comércio local, da mobilidade e da fluidez do sempre caótico trânsito daqui.

  8. Convenhamos, de trânsito é o que menos entende a BHTrans e ela acabou com o comércio em vários pontos da cidade, não foi só no centro. Se a coisa já está ruim numa rua ou avenida e pode piorar, pode ter certeza que a BHtrans dará um jeito pra isto acontecer. Fato. É só andar por aí e reparar quantas intervenções deram certo ou funcionam como deveriam. Ouvir a população? Ou você aceita ou é multado, é assim que funciona. Ah, e a mania de mão inglesa, de mão única, de redução de pistas, de radares e outras lambanças mais? Neste caso, dispensa comentários. Um outro problema que acho é que a BHTrans foca só no local da intervenção, não olha 1km pra frente nem 1km pra trás. Uma pergunta: será que a pessoa responsável por fazer essas mudanças conhece o local ou algum dia passou por lá? Pelo visto, não. Quanto ao Kalil: disse que abriria a tal caixa preta da BHTrans; não abriu e nem abrirá. Enfim, vamos esperar a próxima gestão.

  9. Concordo plenamento com o Jornalista. O afunliamento das vias está tornando impraticável o trânsito em várias partes da cidade. Esse mesmo expediente está sendo utilizado na avenida Bernardo Monteiro na área hospitalar. As calçadas estão sendo aumentadas impossibilitando simples manobras de virar à esquerda ou à direita na via. Que mecanismos temos, nós cidadãos, para parar essa loucura?

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