Faça o que eu falo, mas não faça o que eu faço. PROCON Assembléia – Quase 2 horas de espera para atendimento.

Diz o ditado que “em casa de ferreiro, o espeto é de pau”. Esta semana fui ao PROCON da Assembleia Legislativa para uma audiência de conciliação com um fabricante de aparelho celular e tive uma surpresa não muito agradável, que sugere atenção das autoridades sobre a questão do atendimento no serviço publico que deveria ser exemplar, especialmente no PROCON. Cheguei na sede do órgão na Rua Martim de Carvalho às 16:15hs, para uma audiência que estava pré-agendada para as 16:30hs e fui atendido somente às 18:10hs, ou seja, um atraso de 1h e 40min. Entrei às 16:15hs e sai às 19H. (quarta feira dia 04/06)

 

A demanda poderia ter sido resolvida em 40 minutos no máximo, mas levou 2h 45min. Ser mal atendido no Brasil virou rotina. O pior é que basta virarmos as costas para os estabelecimentos que nos tratam mal, como objetos ou números, e logo nos esquecemos de que temos direitos e que eles foram violados. Os bancos são os campeões na arte de desrespeitar as pessoas, sobretudo os mais humildes que dependem dos serviços e não tem outras alternativas para pagar suas contas ou mesmo para receber proventos. É comum a permanência em filas de bancos e repartições publicas por mais de uma hora. E quase ninguém se incomoda mais.

 

Virou parte da cultura da passividade, até por que, não adianta muito reclamar. Cidadania está sendo reduzida ao ato de teclar a urna eleitoral, e nada mais. Não deveria ser assim. O PROCON é um órgão de defesa do consumidor cuja tarefa é também dar exemplo, até para que ao defender o consumidor de maus prestadores de serviços, a instituição não fique com o telhado de vidro. Durante a espera de 1h e 40min, não houve qualquer justificativa e nem tampouco o cuidado de comunicar aos que aguardavam o que estava acontecendo, dando a eles uma satisfação que demonstrasse um mínimo de respeito e consideração.

 

Sei do compromisso do atual presidente da Assembleia, Deputado Diniz Pinheiro com a qualidade e a boa prestação de serviço e por isso sugiro aos coordenadores do PROCON, que são servidores exemplares, maior atenção no treinamento de suas equipes, tendo sempre em mente que todo prestador de serviços precisa ter na manga o “plano B”, evitando assim filas e perda de tempo, no caso de eventualidades. Fica a dica e a confiança inabalável no PROCON da Assembleia Legislativa de Minas Gerais, que presta um serviço de altíssima relevância para os Cidadãos da nossa Cidade.

 

José Aparecido Ribeiro

Consultor em Assuntos Urbanos

CRA MG 08.00094/D

31-9953-7945

 

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