Gargalos Crônicos de BH – Contorno com Joaquim Murtinho, Prudente de Morais e Olegario Maciel.

Dos mais de 100 gargalos que Belo Horizonte possui e que impedem a fluidez do trânsito, alguns exigem obras ou medidas corretivas urgente. Um que merece atenção imediata é o da Av. Contorno esquina com Rua Joaquim Murtinho, no bairro São Pedro. Na medida que a frota aumenta, os engarrafamentos na Contorno, sobretudo no sentido Savassi, crescem e costumam alcançar a Trincheira da Av. Raja Gabaglia e por vezes até a Av. Amazonas. O que era comum acontecer apenas nos horários de pico, agora esta ocorrendo a qualquer hora do dia ou da noite, especialmente nos finais de semana. Engarrafamentos estressantes que podem ser evitados com obras.

 

A medida para melhoras a fluidez neste trecho da Av. Contorno inclui a construção de trincheira, passando por baixo da Rua Professor Magalhães Drumond e do acesso à Rua Joaquim Murtinho, por debaixo de uma das pistas da Av. Contorno, de modo a liberar o fluxo no sentido Savassi e também no sentido contrário para quem vai em direção a Av. Prudente de Morais. Se contudo a ousadia for um pouco maior, logo ali perto outros gargalos saltam aos olhos do mais simples dos cidadãos, dispensando as “mentes brilhantes” da SUDECAP, que diga-se de passagem, há muito andam adormecidas.

 

Estamos falando da possibilidade de um viaduto na Av. Contorno começando na porta do Colégio Loyola até a curva após a Av. Prudente de Morais, deixando livres os fluxos da Av. Prudente de Morais, Rua Marília de Dirceu, Rua Santa Catarina, Av. Olegário Maciel e Rua Conde de Linhares. Eliminação de 4 sinais que se somados aos 3 do primeiro exemplo passam para 7 em menos de 2 km. Repare que é possível com apenas duas obras, deixar livres 10 vias que se cruzam e possuem trafego pesado.

 

Contudo, no segundo exemplo não pode ser um viaduto qualquer, o recomendável é copiar as experiências de Buenos Aires, Nova York e Paris, onde debaixo de cada viaduto a vida continua existindo e há preocupação com a integração do espaço e o meio ambiente. Obras cuja finalidade principal é dar fluidez ao trafego, mas que ao transformar a paisagem, buscam interação, humanização e o menor prejuízo possível para quem ali vive ou trabalha. Enquanto não se quebram os paradigmas, o melhor é ter paciência e esperar por dias melhores que só Deus sabe quando virão.

 

José Aparecido Ribeiro

Consultor em mobilidade e assuntos urbanos

Presidente do CEPU – ACMinas

31 9953 7945

CRA MG 0094 94

 

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