Florada de Ipês completa mais um ciclo de exuberância rara em BH.

O primeiro ciclo de florada dos “Ipês Rosa” despe-se de BH em pleno inverno com estilo e exuberância poucas vezes vista. O nome científico desta arvore frondosa que encanta “gregos e troianos”, gerações que estão chegando, e as que estão se despedindo, é “Tabebuia pentaphylla”.

Existem quatro variedades de ipês, amarelo, roxo, branco e rosa, o ipê-bálsamo, ipê-de-el-salvador, completa em setembro, o ciclo das floradas. Em BH os Ipês são encontrados em vários lugares, nas mais diferentes tonalidades de rosa. A duração da florada pode chegar a um mês e o porte da árvore varia de 15 a 20 metros.

Diferente de outras variedades, como o ipê-branco, que normalmente dura alguns dias e é mais raro de ser encontrado o ipê-bálsamo, ipê-de-el-salvador dura várias semanas e embeleza a cidade, com destaque para a Praça da Liberdade, cartão postal mais visitado da Capital. Até setembro quem circular por BH poderá testemunhar uma sucessão de espetáculos coloridos dignos de contemplação.

Um privilégio que devemos creditar na conta política de um Prefeito que também deixou saudade pelas obras e pelo capricho com a cidade. O nome dele é Maurício Campos. O ultimo obreiro que governou BH.

O que a maioria dos belo-horizontinos não sabem é quem foi o autor do plantio dos Ipês, o Agrônomo Sebastião Ferreira, na época vindo da Universidade Federal de Viçosa, onde era professor. BH tinha na ocasião a Secretaria Municipal de Desenvolvimento Urbano, cujo secretario era o Engenheiro Afonso Damásio e o vice Lindolfo Dornas.

Subordinada a esta secretaria estava o Departamento de Parques e Jardins, onde Sebastião era o Diretor. Um apaixonado pela natureza e foi ele que devolveu a Capital o título de CIDADE JARDIM. O ano era 1981, e quem tem mais de 30 anos deve se lembrar da cruzada a favor do embelezamento, que incomodou alguns, mas agradou a maioria.

A missão incluía replantar arvores nas principais ruas e avenidas, foi o que ele fez com dedicação, capricho e uma dose de paixão. A escolha da espécie não poderia ter sido mais feliz, já que os Ipês são perfeitos para o clima seco e quente. Passados 36 anos, o legado de Sebastião continua encantando os Belo-horizontinos, seus visitantes e a geração que está chegando.

José Aparecido Ribeiro
Consultor em Assuntos Urbanos
Autor do BLOG SOS Mobilidade Urbana – Portal uai.com.br
31-9953-7945 – jaribeirobh@gmail.com

5 thoughts on “Florada de Ipês completa mais um ciclo de exuberância rara em BH.

  1. BH fica literalmente colorida durante a florada dos ipês. Descendo a Felipe dos Santos nas proximidades da Praça Marília de Dirceu pode-se ter o deleite da apreciação do espetáculo cor de rosa.

  2. Ótima observação !
    Ótimo artigo!
    Se não conseguimos perceber o que existe de belo perto de nós ,o que nos colore a vida ,apesar de vivermos nesse catastrófico país e nessa cidade esquecida por tantos eventos culturais que passam pelo país , esquecida até nas medíocres previsões do tempo em noticiários de TV.
    BH me parece abrigar também pessoas medíocres que não respeitam, não fazem absolutamente nada na vida, não sabem o que falam.
    BH vem se tranformando numa cidade sem mobilidade e soluções de um trânsito melhor,onde moram sujeitos sem respeito ao próximo e me parecem definhar proporcionalmente à insignificância de onde moram.

  3. Que legal! O mestre em transporte e trânsito também é especialista botânico! Quanta referência positiva! Pelo menos, no que se refere aos Ipês, o nosso mestre José Aparecido fez uma análise com menos imbecilidade que suas críticas de mobilidade urbana.

  4. Realmente os ipês enfeitam muito o cinza da cidade . Trás leveza e vida . Maurício Campos foi um bom governante , um homem do povo.

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