Manifestação na Praça da Liberdade dia 3/4 pode ser fracassada.

À exceção de junho de 2013, todas as manifestações convocadas pelos movimentos MBL e VemPraRua foram marcadas pelo fracasso de público em BH, colocando em cheque a participação dos belo-horizontinos se comparada às demais capitais do Brasil. São José do Rio Preto, interior de São Paulo, cidade de pouco mais de 450 mil habitantes ultrapassou em público todas as manifestações que aconteceram nos últimos anos em BH.

A razão é simples e objetiva, mas não está sendo considerada: a escolha da Praça da Liberdade como local de concentração não é a mais acertada. BH tem 8 Regionais. As populações das regionais Leste, Norte, Pampulha, Noroeste, Barreiro, Venda Nova e Oeste, precisam, se quiserem participar de atos na Praça da Liberdade, pegar mais de dois ônibus para chegar à Savassi e isso desestimula a participação daqueles que moram na periferia.

Já a população da zona sul, composta pelas classes A e B, tem muito mais facilidade para acessar o centro da capital do que as outras regionais para acessas a região onde esta localizada a Praça da Liberdade. Ou seja, as manifestações na Praça da Liberdade representa apenas a parcela da população que mora zona sul e nas suas imediações, e não a cidade como um todo. Erro estratégico que pode ser corrigido.

Como o movimento é convocado por pessoas que não conhecem a realidade geoespacial de BH, o mesmo erro vem sendo cometido sucessivas vezes desde junho de 2013. Naquela ocasião, partindo da Praça Sete em direção ao Mineirão, foram mais de 200 mil pessoas que ocuparam a Av. Afonso Pena. Eu estava lá e sou testemunha.

De lá pra cá, o número de participantes na Praça da Liberdade não passou de 20 mil pessoas, mesmo assim com a ajuda da PM que inflou os números. A Praça da Liberdade tem acesso limitado de transporte público, é vulnerável em virtude de ser um jardim com uma única Alameda no centro, e duas pistas laterais, sendo o restante passeios estreitos, limitados e cercados por vegetação.

Se não bastasse trata-se de uma área que não oferece infraestrutura adequada, não comporta mais do que 30 mil pessoas. Portanto, o local da manifestação do dia 3/4 precisa ser mudado para a PRAÇA SETE no centro de Belo Horizonte, se o desejo realmente for a da participação de toda a cidade e não apenas de moradores da zona sul.

José Aparecido Ribeiro
Jornalista e blogueiro no portal uai.com.br – DRT MG 17.076
Colunista nas Revistas: Mercado Comum, Minas em Cena e Exclusive
jaribeirobh@gmail.com – 31-99953-7945.

6 thoughts on “Manifestação na Praça da Liberdade dia 3/4 pode ser fracassada.

  1. MBL e VPR traíram milhares de pessoas que acreditaram que eram movimentos sérios; que queriam honestamente combater a corrupção no Brasil; mas, infelizmente, esses movimentos se contentaram em botar Temer e seus aliados no poder; enquanto Temer se mostra cada dia mais envolvido em corrupção e amigos muito próximos dele são presos, esses movimentos não movem uma palha contra Temer e seus asseclas; quem financia esses movimentos? a imprensa afirma que receberam grana da FIESP, PMDB, PSDB, DEM, Solidariedade… e aí? só faltam anunciar publicamente que defendem a manutenção de Temer no poder… fomos enganados!…

  2. Pretendo ir…
    Não tenho predileção por coxinha e nem por mortadela, mas acho que c um Subalterno Tribunal Federal, desse, com paninho pra bandido que rouba bilhões: queremos a Justiça de qualquer forma… Nem que seja via intervenção militar q sempre esperei como última cartada…
    Parece que a hora é agora, então…

  3. Passeata do MBL a pessoa so vai se nao ler jornal. Depois que fiquei sabendo que eles eram financiados pelo EDUARDO CUNHA espero que ninguem acompanhe estes imbecis.

  4. Certamente não é por falta de problemas, mas de disposição que não temos mobilizações importantes em BH. A internet, particularmente as redes sociais, não obstante possibilitarem a mobilização dada a facilidade com que se pode comunicar com as pessoas, não transmite o mesmo sentimento que a presença efetiva, de corpo, alma e ideologias. Manifestações, protestos, gritos, passeatas são feitas de gente de verdade, não de virtuais. Escondidas no anonimato e perdidas na imensidão da “nuvem” não transmitem nada, exceto “likes”.
    Mobilização é olho no olho! Pode até começar pelas redes sociais, mas ganha concretude, realidade e dimensão é nas ruas! Causas não faltam, e disposição? Esta falta muito! Quem abraça uma causa gasta energia por ela; luta por ela! Gente jovem tem garra, tem energia, mas nos tempos presentes carecem de ideologias. Como diria Cazuza, “nossos heróis morreram de overdose”.
    Uma causa e muita disposição bastam para por o “bloco na rua”. Rua mesmo! Não é Praça da Liberdade, Sete ou da Estação. É Afonso Pena, Amazonas, onde for preciso. E ônibus é nada quando se tem um luta pela frente!

  5. Justa a colocação, mas acho que o melhor ponto seria a Praça da Estação .
    Por que também não pensar em manifestações setorizadas?? Uma na região Central (Pça da Estação), outra na Região do Barreiro (local a ser definido) e Região de Venda Nova (local a ser definido). Poderia atrair mais pessoas e mostrar a força que cada região tem. Até em questões de logísticas e mobilidade urbana seria mais sensato. Outra coisa seria a visibilidade de 3 ou mais manifestações simultâneas, alcançando os objetivos a que se prestam.

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