Metrô e Monotrilho, o futuro do transporte coletivo de BH.

Os primeiros buracos do metrô de BH estão sendo cavados na Praça 7 e na Savassi. Os furos, cuja tarefa é pesquisar o subsolo tem significado histórico, pois foi dada a largada para que buracos maiores e mais largos sejam abertos e lá sejam depositadas as esperanças do povo de Belo Horizonte que finalmente vai poder contar com um transporte coletivo de boa qualidade. Quem conhece cidades modernas, sabe que transporte público é item estratégico para a qualidade de vida. Seul, na Coréia do Sul, é o maior exemplo de mobilidade urbana do mundo e deveria ser o benchmarking para BH (modelo a ser perseguido). O metrô é um dos modais de transporte que todo Belo-horizontino sonha, mas não é o único. Embora seja o de maior capacidade, transportando até 60 mil passageiros horas sentido, ele é também é o mais caro e demorado. A Prefeitura pode e deve lançar mão de outros modelos tão eficientes. O Monotrilho é um deles e já conta com estudos avançados, vantagens competitivas na operação e nos custos de construção, que são 3 vezes menores do que o do metrô. Isso por que a nova plataforma de monotrilhos, construídos no Brasil, pode carrega até 48 mil pessoas hora sentido. O modelo, que é muito utilizado na Ásia, Índia, Europa e América do Norte apresenta facilidades na execução das obras, não exige grandes desapropriações, por ser suspenso, e sua execução pode ser feitas no período noturno e em tempo recorde. São Paulo entendeu isso e já está executando sua primeira linha que vai ligar o Aeroporto de Guarulhos ao Aeroporto de Congonhas, resolvendo a carência de transporte que existe entre essas duas regiões e o centro da Capital.

 

José Aparecido Ribeiro

Consultor em Assuntos Urbanos e Mobilidade

Presidente do Conselho Empresarial de Política Urbana da ACMinas

CRA MG 0094/94

31-9953-7945

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