Metrô Leve, a solução para o transporte de BH e RMBH.

Quando se fala em transporte de massa para a RMBH, o Metrô aparece como sonho de quase todas as pessoas incluindo governantes e autoridades de transporte. Mas será que ele é o mais recomendável para Belo Horizonte e seu entorno? Estudos feitos por recomendação da SME (Sociedade Mineira dos Engenheiros), ACMinas, SICEPOT, FIEMG, Associação dos Economistas e CREA-MG, mostram que não. Isso por que o km de metrô custa nada menos que R$ 450 milhões, e o tempo de construção somado às dificuldades com a topografia da Capital tornam o Metrô praticamente inviável para BH.  Estudos apontam outro caminho, o Metro Leve, ou Monotrilho. Este modal carrega confortavelmente até 48 mil passageiros por hora pico sentido, em composições que são capazes de transportar o equivalente ao que demandaria 15 ônibus, deslocando com até 1.070 passageiros por composição, cada uma composta de até 7 carros, a uma velocidade que pode chegar a 80km/h.

 

A demanda da cidade para os próximos 20 anos não passa de 30 mil passageiros por hora pico sentido ou seja, composições com 4 carros seriam suficientes para atender a cidade pelos próximos 40 anos. O metrô portanto, não é que BH e RMBH precisam. Com o Metrô Leve, a cidade já estará preparada para receber um aumento de demanda, podendo ultrapassar a marca de meio milhão de passageiros por dia. Isso significa que o transporte de massa estará suprido se as 5 linhas com estudos realizados forem implantadas, somando 80 km, ao custo de R$ 100 milhões o km. A novidade neste modelo é que ele permite a participação da iniciativa privada em regime de PPP. O Metrô leve apresenta outras vantagens sobre o metrô, uma vez que ele pode ser construído 5 vezes mais rápido do que o metro, por 1/5 do valor, sem consumir espaço no chão em avenidas já saturadas de carros, motos, caminhões e ônibus.  

 

Feito em vias elevadas, no período noturno, sem desapropriações, através de vigas de concreto apoiadas em pilares com até 15m de altura, rampas com inclinação de até 7% , vigas em média com 30 m de comprimento e 2m de largura, edificadas nos canteiros centrais das avenidas, ele é indiscutivelmente, a melhor opção não só para BH, mas para a maioria das cidades brasileiras. Se não bastasse, é movido a energia elétrica, sem emissão de gases poluentes. Só isso já seria o bastante para endossar suas vantagens. Mas elas não param por aqui, seu design esbanja sofisticação e oferece modernidade para a paisagem urbana. Cabe ressaltar ainda que modais de superfície (BRT e VLT) consomem espaço precioso que a cidade não tem. A experiência de São Paulo mostra que o Metrô Leve é o transporte do futuro. Os 27,6 km  entre Vila Prudente a Cidade Tiradentes ficam pronto em 5 anos. Para cada 1 km de metrô, podem ser construídos 5 km de Metrô Leve em um tempo 5 vezes mais rápido.

 

BH tem hoje 5 anteprojetos prontos, elaborados sob responsabilidade de entidades da engenharia, indústria, comércio, economistas, usuários e universidades, comprovando a viabilidade, dependendo apenas de vontade política. Diante disso, a sociedade espera que seus representantes venham a público dizer o porque, que mesmo sendo o modal mais recomendado por especialistas em transporte das maiores universidades e entidades representantes da construção, por unanimidade, ainda assim não está nos planos da PBH.

 

José Aparecido Ribeiro

Consultor em Mobilidade e Assuntos Urbanos

Presidente do Conselho Empresarial de Política Urbana da ACMinas.

Fundador da ONG SOS Mobilidade Urbana

CRA MG 0094 94

31 9953 7945

 

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