O MONOTRILHO é a melhor opção para BH, Contagem, Betim e Aeroporto de Confins…

As alternativas de transporte para melhorar a mobilidade entre as cidades da região metropolitana de BH são muitas, tendo o metrô como carro chefe e desejo da maioria das pessoas. Porém o seu custo e tempo de execução torna o projeto do metrô se não inviável, temeroso, pois só ficaria pronto em 2.040. A ACMinas (Associação Comercial e Empresarial de Minas) e a SME (Sociedade Mineira dos Engenheiros), com apoio da FIEMG (Federação da Indústrias de Minas Gerais) estudaram outras alternativas de modais de transporte coletivo para a região metropolitana e concluíram que a melhor opção é o monotrilho (monorail), sucesso na Europa, Ásia, Índia e na América do Norte.

 

Este modal é o que evita desapropriações, pode ser construído nos horários noturnos, sem interferências no trânsito, aproveitando o traçado de avenidas, sem roubar espaço no chão, já que fica suspenso a 12 metros em média de altura. O monotrilho é perfeito para cidades como BH, Contagem e Betim onde falta espaço para construção de ruas e avenidas. Havia um mito de que o monotrilho não carregava passageiros em quantidade suficiente como o metrô, mas a experiência de São Paulo derruba este mito e revela que o modelo é extremamente confortável, moderno e pode transportar até 48 mil passageiros hora sentido. E não é por acaso que a primeira linha já está sendo construída na Capital Paulista, ligando os dois aeroportos de Congonhas e Guarulhos, passando por regiões adensadas da capital.

 

Cada composição carrega até 1.070 passageiros com intervalos de 90 segundos, podendo ser menores. Este volume atende perfeitamente, e com folga, a demanda entre BH, Contagem, Betim e Confins. E o mais importante, ao custo de R$75 milhões em média o quilômetro, contra R$230 milhões do metrô. Portanto o Monotrilho é disparado a melhor alternativa para o transporte coletivo na região metropolitana.  Entre outras vantagens, o monotrilho passa por cima e por baixo de viadutos, podendo chegar a 8% de inclinação e raios de curvatura de até 50 metros, além de ser suspenso e não atrapalhar o trânsito, ao contrário do VLT e do BRT que exigem vias confinadas e segregadas. A vantagem também inclui uma fabrica no Brasil, em Ortolandia-SP, com tecnologia Canadense e de fácil manutenção.

 

Entre Belo Horizonte e Confins, por exemplo, passando pela Av. Pedro II, Av. Catalão, com estações na Faculdade Newton Paiva, Shopping Del Rey, UFMG, Mineirão, Aeroporto da Pampulha, Estação Vilarinho (conectando com o metrô e com o BRT), seguindo em direção à Cidade Administrativa, Vespasiano e Aeroporto Internacional de Confins, em uma extensão de 47 quilômetros, serão necessárias apenas 12 desapropriações. A velocidade média do monotrilho é de 70 KM/H,  praticamente a mesma do metrô. Porém, com um custo 3 vezes menor e 4 vezes mais rápido de ser construído do que o metrô.

 

As composições tem designe futurista e capacidade de passageiros compatível com a demanda para os próximos 30 anos, além de ser executado e operado em regime de PPP(Parceria Publico Privada), incluindo os atuais detentores do contrato de exploração do transporte, os proprietários de ônibus. Com efeito, não há o que discutir, só não faz se não quiser. Existem projetos prontos também para os Vetores Sul e Oeste ligando BH a Contagem e Betim e que são viáveis economicamente, não dependem de recurso públicos. No Vetor Sul a linha sai do Centro de BH, passa pela Região Hospitalar, Savassi, Sion, BH Shopping, Belvedere, Vila da Serra, desce pela Av. Raja Gabaglia com estações no Buritis, Tribunal de Contas, Lourdes e novamente no Centro, fechando um anel, sem grandes transtornos na obra para quem mora no seu caminho e nenhuma interferência no caótico transito da região, já que suas vigas são pré-fabricadas e lançadas no período noturno.

 

No Vetor Oeste, a linha tem duas alternativas, passando pela Av. Amazonas ou pela Via Expressa até Betim. Em todas elas, a obra é simples, pode ser executada durante o período noturno, acontecem nos canteiros centrais das avenidas, com poucas desapropriações e custo três vezes menores do que o do metrô. E o mais importante, todas com projetos prontos, viabilidade garantida, cuja tecnologia de construção está disponível em Belo Horizonte, dependendo apenas de aprovação das autoridades municipais.

 

Com a palavra os Prefeitos eleitos de Belo Horizonte, Contagem, Betim e Vespasiano.

 

José Aparecido Ribeiro

Consultor em Assuntos Urbanos e Mobilidade

Presidente do Conselho Empresarial de Política Urbana da ACMinas

CRA MG 0094 94

31 9953 7945

 

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