Oportunidade de melhoria na qualidade dos taxi de BH é agora.

A BH Trans está com tudo pronto para lançar o edital de licitação que vai permitir a concessão de mais 500 taxis, elevando o numero da frota de BH para 7 mil veículos. Ha quem diga que BH tem a melhor frota de do Brasil. Mas será que essa tese se confirma na prática? Quem afirma isso desconhece o mundo e está se baseando em frotas como a do Rio de Janeiro, Brasília, Salvador e Capitais do Nordeste que não servem como referencia, pois são de fato piores do que a de Belo Horizonte. Nossos taxi deixam a desejar e podem melhorar muito, começando pelo modelo de veículos utilizados que em sua maioria não são apropriados para atividade. Boa parte deles são inadequados para a topografia da cidade e para deslocamentos de longa distancia, incluindo Confins, cujo deslocamento se dá por uma Auto Pista de grande fluxo e velocidade de 110KM/H. (Rodovia MG 010).

 

Estamos falando de veículos populares, com motor mil cilindradas, sem ar condicionado e por vezes apertados na parte traseira, quando carregam mais de um passageiro. O porta malas são pequenos e costumam ficar ocupados por cilindros de gás natural. A BH Trans deveria aproveitar essa oportunidade para especificar veículos de melhor qualidade e que ofereçam conforto. Todas as montadoras possuem modelos apropriados para atividade que podem ser adquiridos já prontos para serem taxi. Estamos falando de bancos traseiros espaçosos, distancia entre o acento e o teto que permitem visibilidade sem a necessidade do passageiro ficar curvado dentro do carro, além de ar condicionado e boa ergonomia inclusive para o próprio motorista. A Fiat, que é uma empresa instalada em MG tem os modelos Idéia e Dobló, ideais para a praça, por serem espaçosos e possuírem porta malas adequados para bagagens.

 

Além disso é importante que os novos condutores sejam devidamente capacitados, possam receber bem os passageiros, com informações corretas, conhecimento da cidade e boa apresentação. É possível notar que muitos dos condutores atuais não possuem sequer hábitos de higiene recomendáveis para um profissional que lida com o publico. Alguns fazem do taxi a sua própria moradia, utilizando o veículo para as suas refeições e para o descanso. Outro item importante é a manutenção adequada dos veículos, cuidando para que filtros de ar condicionado estejam sempre higienizados e os itens de segurança como amortecedores, pneus e cintos de segurança estejam em dia e limpos.

 

As boas praticas ao volante também é outro item que precisa ser incluído no currículo de condutores, com fiscalizações periodicas. Recentemente peguei um taxi para confins e o motorista imprimiu 160 km/h na linha verde em um carro mil cilindradas já com mais de 150 mil quilômetros do velocímetro. O carro dançava na pista e por pouco uma tragédia teria ocorrido. Fui obrigado a pedir que ele diminuísse a velocidade e a resposta veio na ponta da língua: “Preciso ganhar tempo para pagar a diária e por isso estou acelerando”. São pequenos detalhes que podem ser exigidos para os novos concessionários melhorando a qualidade da frota , com vistas ao publico que esta sendo obrigado a utilizar o serviço em virtude da “Lei Seca” e da Copa das que se aproxima. Fica a sugestão para a BH Trans e para os novos permissionário do serviço

 

José Aparecido Ribeiro

Consultor em Assuntos Urbanos e Transito

CRA MG 0094/94

31-9953-7945

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