Painéis eletrônicos de Belo Horizonte precisam evoluir…

Recentemente a Prefeitura de BH, através da BH Trans, instalou painéis luminosos pela cidade. Serão 14 em vários pontos, especialmente nos grandes corredores. A medida visa informar motoristas sobre engarrafamentos, rotas alternativas e locais que devem ser evitados. Porém, o que estamos vendo até agora é que os painéis são utilizados para fazer campanha usando os feitos da PBH e da BH Trans para exaltar a atual gestão. Não fosse o caos, que por si só revela tais feitos, poderíamos imaginar que os painéis estão servindo como ferramenta de marketing, que não é recomendável fora do prazo estabelecido pela legislação eleitoral que é de 4 meses antes do pleito. Propagandas, falácias e utilidade dos painéis à parte, é preciso reconhecer que painéis eletrônicos são utilizados com eficiência em cidades onde o transito flui bem como Chicago, Miami, Bogotá, Santiago, Seul e centenas de outras e são importantes aliados na gestão do trafego urbano e rodoviário. Quem conhece essas cidades no entanto, facilmente vai perceber que nossos painéis são bastante acanhados e não prestam ao que se propõem, que é facilitar a vida do motorista, promovendo maior fluidez no intricado transito da Capital. Além de pequenos, esteticamente comprometidos, os painéis passam a maior parte do tempo com problemas técnicos e não conseguem cumprir com o seu objetivo, tornando-se ineficazes. Seus letreiros são confusos, carregados e a própria estrutura dos painéis dificultam a leitura. Quem viaja por grandes metrópoles em países desenvolvidos encontra painéis dimensionados para a tarefa de informar, com luminosidade que não agride e nem tira atenção do motorista e letreiros apropriados que facilitam a leitura. Lá os painéis luminosos servem como ferramentas importantes dos gestores do transito e cumprem sua função que è de dar informações precisas que possam aumentar a fluidez e evitar engarrafamentos. Aqui, se eles querem ser uteis, não poluindo visualmente o meio ambiente, eles precisam evoluir estética e tecnologicamente, permitindo assim uma boa leitura e uma adequação ao já poluído ambiente urbano. Belo Horizonte é uma cidade cosmopolita e precisa ficar atenta aos eventos internacionais que se aproximam, cuja o público está acostumado a viajar e é formador de opinião. Esses pequenos detalhes precisam ser considerados e se possível, devidamente corrigidos. Os fabricantes dos painéis, juntamente com os gestores da Cidade precisam viajar e conhecer modelos que possam se adequar a nossa topografia e realidade, evitando assim que os painéis venham a depor contra o visual do tecido urbano da Capital, e possam servir como instrumento auxiliar de gestão eficaz do transito que não flui adequadamente.

 

José Aparecido Ribeiro

Consultor em Transito e Assuntos Urbanos

31 9953 7945

CRA MG 0094 94

ONG SOS Mobilidade Urbana.

 

 

 

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