Prefeituras e taxistas não se entendem e quem paga conta é o passageiro de Confins

As tarifas de taxi entre BH e Confins poderiam custar a metade do preço, não fosse o impasse entre prefeituras e taxitas de BH, Lagoa Santa e Confins. Eles não se entendem e quem paga a conta somos nós. Uma corrida entre BH e o Aeroporto costuma ser mais cara do que trechos aéreos entre capitais brasileiras. Não è por acaso que a cidade é preterida por organizadores de eventos e por dirigentes de empresas que levam as contas na ponta do lápis.

 

Em nenhuma outra capital uma corrida de taxi até o aeroporto fica tão caro. Em média, paga-se R$110 reais por corrida. Ida e volta, significa um  acréscimo ao orçamento de nada menos que R$220 reais.  Para alguns, isso não significa muito, mas para a maioria, é uma quantia substancial. A concessão do serviço de taxi de qualquer cidade, é, por Lei, competência do município. Neste caso, em que três cidades estão envolvidas diretamente, o ideal é que fosse feito um acordo que liberasse a circulação dos taxi no território das três cidades.

 

Porém, nenhuma delas querem abrir mão do direito adquiro. Sobretudo por que quem paga a conta não são elas, mas os usuários do Aeroporto. Ou seja, o que deveria existir para resolver o problema do deslocamento de milhões de pessoas, cobrando preço justo, aqui atende aos interesses de quem explora o sistema. É legitimo que cada um olhe para seu próprio umbigo, mas é imoral que os passageiros sejam penalizados por desentendimentos entre as tres prefeitura e os concessionários (motoristas de taxi).

 

Com efeito, é oportuno lembrar que BH sofre com a falta de taxi e os sete mil veículos que atendem a população deixam a desejar, sobretudo no quesito tempo de espera. Então por que não liberar para que os taxis das duas cidades vizinhas tenham livre circulação aqui (500 veículos) e os daqui possam voltar com passageiros de Confins? Está faltando bom senso e as consequências estão pesando no boldo de quem jamais deveria ser punido por isso: Nós cidadãos.

 

BH é porta de entrada do Estado e está com fama de cidade cara, não só pela hotelaria que é uma das que possuem diárias mais altas do País, mas também pelo custo com deslocamento. É justo perguntar onde está o Ministério Publico e os Políticos que deveriam agir? O que deve valer são os interesses umbilicais, ou os de cunho coletivos? Imagine o quanto de impostos e empregos um aeroporto internacional gera para as cidades onde eles são construídos? Isso não é suficiente?

 

José Aparecido Ribeiro

Consultor em Mobilidade e Assuntos Urbano

Presidente do Conselho Empresarial de Política Urbana da ACMinas

ONG SOS Mobilidade Urbana

CRA MG 0094/94

31-9953-7945

 

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