Re: Vittorio Medioli Governador e nao apenas Prefeito

Este homem que a brilhante Laura Medioli se refere em lúcida e corajosa declaração pública não deveria ser Prefeito de Betim somente, embora Betim mereça homens tão especiais como ele. 

Vittorio que não tem dois "tês" no nome por acaso, deveria ser Governador de Minas. 
É patético, se não, trágico assistir sem poder fazer nada um governador acuado, inerte, escondido e imcapaz de governar um Estado da importância de Minas Gerais. 
Veja a que ponto chegou a nossa política. 
Em sua obra "Apologia", que deveria ser leitura obrigatória para qualquer indivíduo que se pré disponha ao exercício da boa política, o Filósofo Platão adverte sobre o "pecado original" da democracia: "Ela permite a qualquer um, o que não é para 'qualquer um'. A democracia tupiniquim carece de um modelo eleitoral que impeça aos mal intencionados, atravessar um portão que só te entrada. Raramente possui saída, privilegiando as oligarquias políticas hereditárias. Repare quantos filhos e netos de caciques da politica seguem fazendo história e decepcionando o povo.

Falta a estes e aqueles, políticos (politiqueiros), algo que Vittorio Medioli, ao que parece, tem de sobra: VOCAÇÃO. Detalhe que não se aprende, é nato, desenvolve se, aprimora se e que anda sumido do universo da política nacional. Não temos homens vocacionadas e nem líderes natos. A política vem sendo exercida pelos piores e não pelos melhores cidadãos. 
Nos seus brilhantes "libelos" de filosofia que os leitores de O Tempo e Pampulha tem o privilégio de ler em editoriais de finais de semana, Vittorio, vem se revelando um "Rei Filósofo" cuja missão, é doar inteligência, sensibilidade, liderança, visão ampliada, altruísmos e competência para a "Polis", no sentido amplo, a cidade, o Estado e o País. 
Um país entregue a mediocridade quando não, aos saques de larápios profissionais que se locupletam com o aval e endossados por um povo incauto privado do mínimo de educação, necessária para permitir que a democracia funcionasse sem manipulação. 
O povo sempre foi e sempre será massa de manobra. Portanto, incapaz de eleger seu próprio governo. Triste constatar, mas ele Contenta-se com fanfarras e pão. Futebol e carnaval, regrado a cervejinha e churrasquinho de gato… 
é duro dizer, mas infelizmente é a nossa realidade.
Platão foi além ao sugerir que o governo seja composto pelos melhores cidadãos, aqueles que ungidos pela divina providência com talentos raros e admiráveis, deveriam se preparar para exercer o poder e cuidar da coisa pública, evitando assim que oportunistas de plantão o fizesse sem a premissa da vocação. Olhem ao redor e vejam a história comprovando as teses de Platão. Vejam o que o "governo do povo" produziu ao longo dos tempos e em especial com o nosso país. Populismo e desastres econômicos que custarão caro a Nação. 
Com efeito, Perdoe-me o povo de Betim que antes de ser cidadão betinense, é mineiro. Betim não precisa de tanto, Minas carece urgente de homens como Vittorio Medioli conduzindo O barco maior…
Que a Prefeitura de Betim seja apenas ponte para o Goveno do Estado, ainda em 2018.
José Aparecido Ribeiro
Jornalista, licenciado em Filosofia
Consultor em Assuntos Urbanos 
Diretor da ACMinas 

Em domingo, 9 de outubro de 2016, Paulo Bressane <bressane@otempo.com.br> escreveu:

Tenho sido bastante questionado sobre os porquês de Vittorio ter se candidatado, e eleito, prefeito de Betim.

Hoje minha irmã Laura sintetizou uma resposta em sua crônica no O Tempo.

 

PUBLICADO EM 09/10/16 – 04h30

Fui percebendo o clima, escutando os telefonemas que insistiam no mesmo assunto. Um amigo me alertou:

– Laurinha, não tem como! Sinto lhe dizer, mas não existe outro nome para Betim. Também não adianta remar contra a corrente quando as coisas já estão determinadas.

Claro que fui contra. Imagina se ia desejar ao meu marido uma encrenca desse tamanho. Uma prefeitura quebrada, com uma dívida de mais ou menos dois bilhões e meio; uma saúde que há muito deixou de existir; lixos e entulhos espalhados; doenças como a dengue ocupando o topo no ranking de Minas; criminalidade no mesmo patamar. Uma cidade esquecida, abandonada à própria sorte, carente de creches, ensino de qualidade, hospitais, médicos, remédios, transporte decente, cultura…

Como querer que ele, um homem que já vive para o trabalho, administrando mais de 20 empresas – em segmentos como transporte, logística, siderurgia, setor gráfico e editorial, fabricação de autopeças, silvicultura, reflorestamento, biocombustíveis, produção de açúcar e ecogeração de energia – em meio a uma economia fragilizada, venha a acrescentar a sua agenda lotada uma prefeitura carente de tudo e mais um pouco? Só se eu fosse louca!

Um homem que nunca usufruiu do que tem, nunca se importou com carros de marca, roupas de grife, viagens e restaurantes da moda. Um que vive para produzir e gerar empregos – cerca de 10 mil famílias dependem de suas empresas. Inúmeras são as carteiras assinadas em cidades como Betim, Contagem, Igarapé e Sete Lagoas, na região metropolitana. E em cidades como Jaíba, no sofrido Semiárido, Carbonita e Itamarandiba, no Norte do Estado. Empregos gerados também nos Estados de São Paulo, Rio, Paraná, Pernambuco e Goiás e até mesmo na vizinha Argentina.

Um homem que se preocupou em fazer um jornal que atendesse quem não tinha acesso à leitura e à informação. E, principalmente, que fosse útil aos leitores. Em poucos anos, o Super Notícia transformou-se no jornal impresso mais vendido do Brasil, mas que em momento algum foi usado em benefício de sua campanha, sequer um “santinho” com seu retrato e número foi publicado.

Um homem sensível às questões sociais, que há mais de 20 anos mantém com recursos próprios e de suas empresas a Fundação Medioli, mantenedora de inúmeras iniciativas, como o Núcleo Infantil Anna Medioli, referência em educação infantil na cidade de Betim. São muitas as crianças, idosos e pessoas com deficiência atendidas pela fundação, também responsável pela construção de Apaes e creches espalhadas por vários cantos de Minas.

Um homem que preside um time de vôlei que começou pequeno e, com o passar dos anos, tornou-se duas vezes campeão do mundo! O vitorioso Sada Cruzeiro. Também as escolinhas, em parceria com o Sesi, onde 1.200 meninos e meninas das periferias de Belo Horizonte, Contagem e Betim têm a oportunidade de se dedicarem ao vôlei – uma fonte de disciplina, interação e bem-estar, com o incontestável poder de afastá-los das ruas e das tentações.

E eu me negando a compreender como uma pessoa de vida tão atribulada e plena de responsabilidades decide, num ato de coragem e determinação, atender o pedido de uma população sofrida, cansada de politicagens e politicalhas; precisando de emprego; de leitos no lugar de corredores lotados; de ruas no lugar de buracos e esgotos a céu aberto; implorando por segurança e ocupação para uma juventude ignorada. Pedindo dignidade à cidade que já foi exemplo.

Pois é; eu, no meu egoísmo, querendo tirar de Betim a oportunidade de ter alguém verdadeiramente empenhado em buscar soluções. Um gestor que não foge das dificuldades, não se importa em arregaçar as mangas.

Um que nasceu de novo, após delicado transplante de fígado. Espiritualista, sabe que não “voltou” por acaso, algo maior já estava destinado a sua atribulada existência.

Colocar-se como prefeito de um município desprovido de quase tudo será um dos seus grandes desafios. Pelo que o conheço, dará a alma e o melhor de si para corresponder, pois vê nesse compromisso uma missão, uma maneira de retribuir a segunda vida que Deus lhe deu.

E eu, dando minha mão à palmatória, acabei abraçando essa campanha do bem. Seria mesmo muito egoísmo da minha parte querer afastar de Betim a pessoa mais apta para administrá-la. Com seriedade, sensibilidade e sabedoria.

Assim como o Vittorio renasceu, tenho certeza de que Betim também renascerá!

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