Reforma do Anel Rodoviário, só em 2015… Quem duvida que espere pra ver.

O DNIT virou uma caixa de pancada e já não se incomoda mais com os puxões de orelha, com as cobranças e nem tampouco com a opinião publica. Recebe as críticas, amortece e segue como se nada tivesse acontecendo, confiante de que a memória do povo é curta. Não há nada novo que possa ser dito que faça as pessoas compreenderem o porque que obras importantes para Minas Gerais como a duplicação das BRs 381 e 040 e a reforma do Anel Rodoviário não saem do papel e estão sempre sendo adiadas. Para quem não sabe, o problema não è do DNIT, mas do modelo político Brasileiro, ele serve apenas de “bode expiatório” e está preparado para isso, cumpre um papel que é o de vilão, enquanto os verdadeiros irresponsáveis posam de bons moços em Brasília, fingindo não saber o tamanho do problema.

 

Enquanto o partido do presidente for um e o do governador for outro, nada acontece em MG e a população é quem vai sofrer as conseqüências, muitas vezes com a própria vida. Os números não nos deixa mentir e os acidentes seguem causando perdas irreparáveis em quantidade cada vez maior. As desculpas para o adiamento das obras são as mais esfarrapadas possíveis e já não convencem nem o mais incauto dos cidadão. A lógica que prevalece para a destinação de verbas federais não é a das promessas de campanha e nem tampouco a das prioridades explicitas, que salta aos olhos, mas do interesse estratégico do partido que está no comando do governo central. (PARTIDO DOS TRABALHADORES – PT).

 

No entendimento da maioria das pessoas o assunto é da esfera Estadual e o ônus da morosidade acaba caindo na conta do governo estadual. Adiar a obra e a solução definitiva do problema é uma maneira de ganhar tempo e esperar o que vai acontecer no quadro político de 2014 no próprio Estado e em Brasília. Tudo isso fruto de um modelo político falido, de uma justiça omissa e de políticos preocupados com o próprio umbigo. A atitude tacanha da bancada de Minas Gerais em Brasília, o silencio do MP e do Judiciário é um exemplo de que vale os interesses pessoais muito mais do que os interesses coletivos. Depois é só posar de bonzinho, com a sacolinha de dinheiro e os capangas na frente, que tudo continua como antes. A memória do povo funciona bem para outros temas como futebol, novelas e para o carnaval que se aproxima. Tristeza é o que fica para quem tem um mínimo de discernimento e consegue perceber a farsa do sistema.

 

José Aparecido Ribeiro

Consultor em Assunto Urbanos e Transito

ONG SOS Rodovias Federais

CRA MG 0094 94

31 9953 7945

 

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