SOS MOBILIDADE URBANA EM NOVA FASE – AGORA NO TIME DO UAI

Prezado Leitor

Após 6 anos de postagens, o SOS Mobilidade Urbana inicia uma nova fase. Através de um honroso convite feito pelo Jornalista Benny Cohen, do Portal Uai,(Estado de Minas) e Diários Associados, aceito imediatamente, o que muito nos honra, o Blog passa a fazer parte do time de blogueiros do Portal UAI do Jornal dos Mineiros.

Com um olhar atento sobre o cotidiano de Belo Horizonte, a mesma autonomia e uma dose de atrevimento para os padrões  belo-horizontinos, que marcaram nossa trajetória até aqui, seguimos buscando contribuir com a nossa “polis”, já que é “aqui que eu vivo, é aqui que eu moro, e é aqui que eu quero ficar, é ela que eu Amo, ela é a nossa, BH”!

Segundo o filósofo Platão, Sec IV a.C, o local onde vivemos interfere no nível de felicidade de cada um de nós. E neste sentido BH vem deixando muito a desejar, não por acaso. Com um passivo de obras que soma mais de uma geração, (30 anos) sem grandes intervenções, uma frota de veículos que aproxima-se de 2 milhões, BH sofre com a falta de empreendedorismo e visão tacanha de futuro dos seus gestores. BH literalmente parou no tempo.

Ela foi construida por homens que vieram do interior de Minas Gerais há mais um século. Alguns, como JK, vieram e a transformaram, fizeram dela exemplo e inspiração. Compreenderam que a cidade é um organismo vivo em constante mutação, crescendo e expandindo.

Já outros, e não precisamos citar nomes, saíram do interior, vieram pra cá, se estabeleceram, ocuparam espaço, mas neles o interior permanece. São medíocres, limitados, pre-conceituosos e não conseguem avançar. Chego a pensar que eles não viajam, e lembro que não são poucos. Eles fazem parte de uma “elite” pensante que rema para trás.

São aqueles que compõem a “turma do deixa disso”, os que desejam uma BH imutável, estagnada, insistem na tese de que a cidade não pode se adaptar aos tempos modernos e ao carro, apregoam que é ele que deve adaptar-se à cidade, como se os carros fossem dirigidos por alienígenas. Como não conseguem apresentar soluções, preferem repetir a mesma ladainha de que “a cidade é para as pessoas”, as que andam de move e as que pedalam. O resto não existe, esquecem que por trás de cada volante tem um indivíduo, dando sinais de que não está satisfeito com a imobilidade urbana…

Visão míope que é compartilhada por formadores de opinião, alguns inclusive, urbanistas, engenheiros e gestores públicos,  que ao contrario do que pensam, prestam um desserviço para a cidade. Indivíduos que precisam sair de cena, e dar lugar a outros que compreendem a urgência da boa engenharia, das intervenções que facilitam a vida de quem desloca pela cidade, buscando fluidez, mesmo que para isso paradigmas tenham que ser quebrados.

Neste espírito seguiremos apontando falha, fazendo criticas construtivas e sugerindo caminhos possíveis, com paixão, conhecimento técnico, leitura ampliada e algum senso estético que nos permita recuperar o orgulho da cidade que nascemos e vivemos há 49 anos.

José Aparecido Ribeiro/ Consultor em Assuntos Urbanos, jornalista e autor do blog www.uai.com.br/zeaparecido.

 

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