SUDECAP NAO FISCALIZA OS SERVIÇOS MAL FEITOS POR EMPREITEIRAS.

Embora tenha em seu quadro mais de 600 funcionários, incluindo 94 chefes, ou seja, um chefe para cada 6,5 funcionários, a Superintendência de Desenvolvimento da Capital – SUDECAP, não consegue fiscalizar o serviço de recapeamento de buracos em BH.
A maioria das ruas da Capital recebem intervenções subterrâneas pela Copasa, Cemig, GASMIG, por operadoras de telefonia ou fibra ótica.
Depois que abrem e fazem as manutenções ou intervenções, são obrigadas a recapear o asfalto devolvendo a municipalidade as ruas em boas condições de trafegabilidade.
Na prática, no entanto, isso não está acontecendo como deveria, já há bastante tempo.
O número de “murundus” ou valas, fruto do serviço mal feito de empreiteiros sem compromisso com qualidade de serviços aumenta e a SUDECAP segue omissa sem exigir um padrão mínimo decente.
Ruas com pisos desnivelados causam prejuízos para os munícipes e diminuem a fluidez do tráfego, além de causarem desconforto para quem usa o transporte coletivo.
No mesmo compasso, as tampas de ferro de cabeça para baixo se multiplicam em períodos de chuva. Centenas de milhares permanecem viradas por anos, causando acidentes e prejuízos incalculáveis para a população.
Ao desviar de tampas de cabeça para baixo, os riscos de colisões aumentam para os motoristas que dirigem pelas ruas de BH. Basta uma chuva mais forte para que as tampas de ferro virem obstáculos.
Fica uma pergunta, o que fazem os 94 chefes e os 620 funcionários da SUDECAP?
Por que as empresas (empreiteiras) que abrem o asfalto da cidade não devolvem ele com a qualidade mínima necessária?
Por que a própria SUDECAP não cuida mais deste serviço, já que tem um quadro inchado e possívelmente ocioso?
Onde estão os fiscais pagos para zelar pelas ruas de Belo Horizonte garantindo serviços bem feito?

José Aparecido Ribeiro
Consultor em Assuntos Urbanos
Autor do Blog www.blogs.uai.com.br/zeaparecido
CRA MG 08.00094/D
31-99953-7945

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