Viaduto: Uma batalha interminável e reveladora da incopetencia, da falta de compromisso com a coisa publica.

Passados 4 meses da fatídica queda do viaduto Batalhas dos Guararapes os absurdos se multiplicam e revelam a incompetência explicita de agentes públicos e privados que parecem no mundo da lua agindo em câmera lenta. Em qualquer outro lugar do mundo esta obra imprescindível para minimizar o caos do transito na imediações da Av. Pedro I já estaria quase pronta novamente e os culpados presos, com seus diplomas cassados. Aqui precisamos ouvir o vizinho, o padeiro, a aposentada, o MP, a PBH, o padre e o porteiro da casa da mãe Joana. Todo mundo fala e quem deveria dar ordem e resolver o problema, tranca-se em gabinetes blindados, de pirraça.

 

Inadmissível que depois de todo esse tempo que o viaduto veio abaixo ceifando duas vidas e traumatizando outras tantas, ainda tenha que se esperar por mais “estudos”. Ora, já não tiveram tempo suficiente para estudar as possibilidades e as falhas cometidas? Não é possível que a população aceite calada tamanha lentidão em obra de importância vital como essa. Outra acinte é ouvir da PBH que no lugar de um viaduto ligando as duas cristas do Vale, (recomendação da engenharia especializada), por onde passa a Av. Pedro I, agora é admissível uma trincheira que custa mais barato do que o viaduto que caiu?

 

Se é possível uma trincheira, por que antes foi feito um viaduto em curva? Será que o presidente da SUDECAP, órgão responsável pela contratação da obra não é engenheiro ou não tem uma assessoria qualificada que lhe mostrou isso a tempo e a hora? A cidade possui mais de 150 pontos que exigem obras para eliminar gargalos, capazes de devolver a fluidez das vias que foi perdida ao longo dos últimos 10 anos, não por excesso de veículos como tentam justificar os incompetentes da BHTrans e da PBH, apoiados por “especialistas” automatos, mas por ausência de intervenções que já deveriam ter sido feitas há mais de 3 décadas. O que podemos esperar das obras que terão que ser feitas com ou sem transporte coletivo decente, mais cedo ou mais tarde para receber os veículos que serão emplacados nos próximos anos?

 

Com efeito, não da mais para ficar calado aguardando o tempo dos políticos e dos agentes públicos medíocres que nos governam. Está claro que não estão dando conta do recado. Mais do que ressarcimento dos prejuízos incalculáveis causados por esse vexame que expos ao mundo o nível da gestão da coisa publica na nossa cidade, é urgente o afastamento de todos os envolvidos neste episódio, substituindo eles por profissionais qualificados e ágeis, que sejam acima de tudo comprometidos com a cidade. BH precisa de homens altivos, que enfrentam as situações sejam elas quais forem e resolvam, com mais atitude e menos desculpas.

 

Dizem que filho feio não tem pai. Em BH estamos sem pai nem mãe e a deriva na governança, ocupada por amigos do “Rei”, que já mostraram que não são qualificados para os cargos que ocupam. Chega de desculpas e de jogar a batata quente para mãos alheias, o povo que depende daquela e de outras obras já não suporta mais tanto amadorismo. Não tem “Terror”, não deu conta, pede pra sair…

 

José Aparecido Ribeiro

Consultor em Assuntos Urbanos

Presidente do Conselho de Política Urbana da ACMinas

CRA MG 08.0094/D

31 9953 7945

 

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