Alinhamento da mídia contra as terapêuticas que salvam vida começou em 2019, antes da pandemia

As diretrizes que devem ser seguidas por todos veículos de comunicação, incluindo um tal “consórcio de imprensa brasileiro”

Montagem: O Flautista de Hamelin – Autor desconhecido

POR: Dr. Jandir Loureiro – Médico Emergencista e Coordenador do Médicos pela Vida – RJ

Antes mesmo da pandemia assolar o planeta em meados de 2020, os grandes veículos de comunicação se reuniram para combater aquilo que está sendo chamado de desinformação ou fakenews. Em junho de 2019, Tony Hall diretor da BBC convocou uma reunião a portas fechadas para alinhar um combate global a desinformação ou fakenews. Após a reunião da Trusted News Initiative  (TNI) diretrizes que deveriam ser seguidas por todos veículos de comunicação, caso contrário, seriam taxados de desinformantes ou disseminadores de fakenews. Isso foi absorvido naturalmente por um tal “consórcio de imprensa” recém criado no Brasil.

Iniciava aí um feroz combate a todos aqueles que contrariassem a grande mídia “globalizada”, com cancelamento de reputações e linchamento público. Isso incluía quem fazia ciência, e até mesmo ganhadores de Prêmios Nobel, como Luc Montagnier. Outro que não foi poupado foi o criador de novas tecnologias como o médico vacinologista, Dr Robert Malone. Dr Montagnier descobriu e sequenciou o vírus do HIV causador da AIDS e com sua pesquisa, mas, por andar na contramão da “Agenda Setting”, sofreu cancelamento a ponto de ter sua morte esquecida.

Dr Malone foi o criador da tecnologia de mRNA, experimento que caiu em desgraça por ser condenável no uso das plataformas vacinais para covid. O resto do trabalho foi completado pelas redes sociais alinhadas com a TNI: facebook, instagram e youtube realizavam mecanismo de busca eletrônica com algoritmos de palavras e temas proibidos resultando em desligamentos sumários e sem critérios claros de contas e perfis. No Brasil, a suprema corte, alinhada com a mídia se encarregou de desmonetizar os canais que buscavam a verdade.

Uma entrevista memorável fora da bolha dominada pela mídia, foi da Dra Roberta Lacerda que vaticinou: “a ivermectina tem o poder de mudar o rumo da pandemia”. Logo entraram em ação os estagiários de jornalismo universitário checadores para desmentir. Sem nenhuma formação acadêmica em saúde reproduzem a mesma ladainha e abusam do gaslighting.

Outro médico que foi muito bem em entrevista foi Dr Cláudio Agualusa: a covid é do médico e não do infectologista”. E por ai vai. Tantos outros deram entrevistas memoráveis como o infectologista Dr. Ricardo Ariel Zimerman. Esse foi perseguido por falar o que pensa e pelo próprio conselho regional do Rio Grande do Sul,  posteriormente absolvido.Vários outros foram lacrados mas não se sabe de nenhuma condenação que resultou na perda de registro. Diferente do Brasil, na Itália, o médico Dr Andrea Stremazzi que tratou milhares de pacientes com o tratamento precoce teve sua licença médica cassada.

Nessa esteira, uma entidade médica brasileira que já viveu momentos de glória em defesa da categoria médica e na qualificação dos médicos, a AMB agora milita em causa própria. A AMB que é formada por 27 associações federadas e 55 sociedades de especialidades, e que pode ser considerada a entidade número 2, só atrás do Conselho Federal de Medicina (CFM), na gestão AMB 21-23 enfraqueceu a medicina ao perder a sintonia de décadas com o CFM. Essa nova composição encabeçada pelo Dr Cezar Fernandes, com a promessa e o emblema “nova AMB” nos primeiros meses mostrou a que veio: era apenas mais um da “velha política”.

Adotando uma postura unicamente política, esperando a todo instante que a entidade reguladora da atividade médica no Brasil emitisse uma nota proibindo o tratamento precoce da covid ele não se fez de rogado. Frustrada, a AMB então, resolveu ela mesmo emitir uma nota própria, mas de forma precipitada só mostrou falta de apoio de médicos e demais entidades. Para sua surpresa e vergonha, a maioria das associações e sociedades relacionadas saíram em busca de retratação, pedindo retirada do nome da nota ou fazendo uma nota de repúdio pela falta de consulta prévia. Uma nota absurda e odiosa, contrária à autonomia médica. A ciência médica depende do debate livre que ficou prejudicado ou até interditado com o fechamento de escolas, inclusive universidades durante a pandemia.

Não bastando tudo isso, a AMB se dedicou à polarização dos médicos, ou seja, tática típica de partidos políticos de esquerda, em dividir para conquistar. Isso fica claro ao utilizarem termos populares e pejorativos como “negacionistas” e até “genocidas”.  Alinhados ideologicamente com partidos de extrema esquerda, inflamaram a guerra política para tentar desbancar o Governo Bolsonaro durante a CPI da pandemia. Infelizmente o maior perdedor foi a boa medicina.

Esse posicionamento pouco democrático com o viés político já era esperado por muitos: “acuse-os do que você é!” O silêncio da AMB após os ataques a médicas na CPI foi ensurdecedor. Nada fizeram após a Dra Nise Yamaguchi ser destratada por senadores no seu depoimento voluntário na CPI dos horrores. Pior, inflaram a narrativa utilizada que tinha como objetivo o impeachment do presidente da República. Tiveram a desfaçatez de imputar a ele a culpa das mortes por Covid. Reproduziam narrativas das grandes mídias sem o menor constrangimento: “fica em casa e só procure o hospital em caso de falta de ar” condenando milhares à morte. Pasmem, o conhecido protocolo Mandetta foi endossado pela AMB.

Se alguém fosse culpado por essas mortes, seriam todos aqueles que impediram direta ou indiretamente a chegada dos medicamentos reposicionados logo aos primeiros sintomas. Existe um sem inúmero de depoimentos de pacientes que desejavam receber o tratamento precoce e foram impedidos. Muitos acabaram no tubo e em óbito.

Com efeito, tudo para desviar a atenção dos verdadeiros culpados por essa matança desenfreada na pandemia, governadores e prefeitos corruptos e seus comparsas. Todos aqueles que se aproveitaram da dispensa de licitação e compraram respiradores falsos incluindo os de porcos, construíram com o verdadeiro genocídio.

Foi naquela ocasião que a AMB, encontrou na Sociedade Brasileira de Infectologia (SBI), a parceria ideal para endossar a pauta de difamação dos médicos que optaram por estudar a covid e tratar com as melhores evidências daquele momento. Evidências que cresceram e se multiplicaram ao longo de dois anos e que hoje são irrefutáveis, mas não para a burocrática SBI que tinha a única certeza: “não há tratamento”.

Ela com seus claros conflitos de interesse, por ter um presidente de entidade ligado às gigantes da indústria farmacêutica, atacou o tratamento com drogas reposicionadas, baratas e sem patente. Desde o início da pandemia, a SBI rivalizava com o CFM que saiu em defesa da autonomia médica ao publicar a resolução 04/2020 e que permitia médicos de continuarem a utilizar medicamentos off-label na sua prática para tratar a covid, inclusive a hidroxicloroquina.

Após embarreirar o uso de corticóide, a SBI só veio a orientar seu uso com quatro meses de atraso que além de engrossar os números de óbitos orientou por doses baixas, incapazes de tratar devidamente pacientes com covid na fase inflamatório ou tempestade de citocinas. 

Nessa altura, muitos médicos estudiosos já utilizavam corticóides em doses ideais, como era o caso do Dr Roberto Zeballos em São Paulo, pioneiro no tratamento no país e no mundo, ajudou muitos médicos no colapso em Belém do Pará. O presidente da sociedade de clínica médica, Dr Antonio Carlos Lopes, ao invés de agradecê-lo, por todo conhecimento disponibilizado, foi arrogante e usou as redes sociais para atacá-lo, o chamando charlatão e expondo particularidades da sua vida pregressa, inclusive que não detinha determinada titulação. Pouco depois apagou o vídeo. A resposta de Dr Zeballos continua nas redes e respondeu dizendo que ajudou a fundar a especialidade. Lamentável a postura belicosa desse suposto presidente da entidade e que exemplo ele dá para seus alunos?

Recentemente, aqueles que militam pela vida, tiveram uma grata surpresa no último Congresso Europeu de Reumatologia que aconteceu em Copenhage DK no início de junho de 2022. Um trabalho de revisão desfez mais uma mentira amplamente divulgada pela grande mídia: a hidroxicloroquina não causa arritmia. Na verdade, reumatologistas conscientes se espantaram ao ouvir a notícia em todos os canais de televisão e rádio. “A cloroquina causa arritmia.” Mentira! Inclusive é medicação considerada segura e faz parte do hall de medicamentos essenciais da OMS.

O principal vilão nesse episódio foi o trabalho de Manaus orientado pela Fiocruz, o Clorocovid. Nele utilizaram doses tóxicas e inéditas do medicamento aplicadas nas fases avançadas da doença. Muitos deles vieram a óbito, então seguramente podemos dizer que foram assassinados. Eles assumiram o risco de matar. Essas doses jamais haviam sido recomendadas. Por que agora seriam? Claro! Precisavam aterrorizar pacientes e médicos. Poucos não perceberam o truque. E a AMB, a SBI e as demais entidades médicas continuam em silêncio protegendo os agressores. A mesma coisa aconteceu com a ivermectina que jamais foi hepatóxica. Até hoje aguardamos a descrição do caso de transplante hepático por essa droga.

Quando um pesquisador resolveu defender o uso de uma nova classe de medicamentos para tratar as fases avançadas da covid, não se podia esperar outra coisa se não novos ataques, no melhor estilo  ad hominem. O trabalho de Flávio Cadegiani com antiandrogênicos merecia uma consagração, o que não aconteceu no Brasil mas sim no EUA. Ele foi integrado ao FLCCC Aliance. Injustamente citado na CPI usando os mesmos argumentos retóricos da imprensa leiga tentaram manchar sua ilibada reputação. Assim que o Brasil trata seus cientistas. O consórcio de imprensa não para de atacar o médico. A jornalista Malu Gaspar se especializou em fazer matérias depreciativas com o médico e por outro lado Filipi Rafaeli jornalista do Médicos pela Vida, fez uma publicação que foi sua redenção: o paciente número 3711.

Felizmente, nenhuma das investidas maldosas resultou em êxito. Alguns médicos sucumbiram ao cansaço após mais de dois anos de pandemia, porém todos aqueles citados aqui persistem firmes na luta. Claro, a AMB continua sua luta sangrenta e publicou em tom de comemoração junto com a Associação de Medicina de Família a retirada da orientação  da cloroquina da nota técnica do MS. A nossa luta pela vida e pela verdade continua!

José Aparecido Ribeiro é jornalista e Editor do Blog

WhatsApp: 31-99953-7945 – www.medicospelavidacovid19.com.br

 

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