Aumento para o judiciário mineiro garantido com aval da Assembleia Legislativa do Estado

Presidente do TJMG vai conceder reajustes para Judiciário graças a projeto da ALMG

Edifício-sede do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG)

Foi aprovado nesta quarta-feira (22), na Assembleia Legislativa do Estado de Minas Gerais projeto que autoriza o presidente do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) a conceder reajustes salariais para desembargadores, juízes e funcionários de carreiras do Judiciário sem autorização do Poder Legislativo.

Com esta medida, o presidente do TJMG fica autorizado a estabelecer o valor do subsídio dos seus desembargadores, que não poderá ultrapassar 90,25% do subsídio dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). O chamado efeito cascata.

Uma das poucas vozes contrárias a essa medida que pesa nos cofres públicos e nas despesas de custeio do Estado, foi a da deputada estadual Laura Serrano – NOVO. Apenas ela e mais três deputados votaram contra a medida que, se levada para a sabatina do povo, certamente seria reprovada neste momento em que a economia se recupera dos efeitos de lockdowns, promovidos por governadores e prefeitos e que já comprovaram ineficácia contra o vírus.

Não dá para não ficar indignada com o que aconteceu em relação a esse projeto do Tribunal de Justiça de Minas, que tramitou aqui na Assembleia e que prevê que presidente do Tribunal de Justiça possa conceder reajuste sem precisar de aprovação do Legislativo. A iniciativa havia sido barrada, mas em menos de 24 horas o projeto voltou para a pauta e foi aprovado. É um absurdo ter hoje o presidente do TJMG com a possibilidade de aumentar ou modificar os salários de juízes e desembargadores sem, no mínimo, passar por uma autorização da Assembleia de Minas, que representa o povo Mineiro.”, relata a deputada do Partido Novo.

A parlamentar lembra ainda que o judiciário mineiro é um dos que possuem os melhores salários de servidores públicos do Brasil, e que neste momento de sacrifícios, ter a garantia de um emprego público já é uma dádiva que precisa ser considerada por quem tem esse privilégio. Encerra dizendo que não é hora de aumentos de salários, mas de contenções para que o governo possa investir naquilo que é prioridade para a população em momento de crise como esse: Saúde, educação e infraestrutura.

José Aparecido Ribeiro é jornalista

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6 thoughts on “Aumento para o judiciário mineiro garantido com aval da Assembleia Legislativa do Estado

  1. Enquanto a população não aprender a escolher seus representantes a farra vai continuar. Falta de vergonha na cara é pouco para os digníssimos que compõem a assembleia mineira.

  2. A classe mais odiada da nossa sociedade hoje é a da justiça.
    Criaram uma tal audiência de custódia.
    Decisão em última instância que é sem fim.
    Libertam todo tipo de criminosos.
    Eu pergunto o que fizeram pra mudar essa política nojenta?
    Todos com seguranças carros blindados e altos salários.
    Não conheço um membro dessa classe que apoia Bolsonaro
    Na época do 9 dedos abonos astronômicos vinham para seus contracheques.
    Assim como gdes escalões militares.
    Não é culpa de todos mais esses deputados são um bando de comparsas sem vergonhas.
    Não tem governo que aguenta tanta safadeza.
    Podem até merecer mais isso é hora?
    É hora do remédio amargo.
    Fim dos marajás foi em 1990.

  3. Isto é um escalabro. Em época de pandemia e guerra nos simples mortais, pagando salários abusivos para este judiciário. Deveriam criar vergonha na cara e ver que o dinheiro sai da classe média e pobre para sustentar mordomias. Falta de respeito com o cidadão que paga impostos e tem péssimos serviços principalmente do judiciário. Uma vergonha

  4. Deputada Laura Serrano um dos poucos oásis de boa política na nossa Assembleia Legislativa. Desde aluna do CMBH despontava como uma pessoa de quilate diferenciado nessa mediocridade de valores morais com que convivemos nos últimos anos.

  5. Todas as vossas excelências, ou melhor, vossas excrescências estão se lixando para o povo. Não ficaram sem emprego e nem sem salários. Isso é um escárnio.

  6. Eu acho que o aumento, o percentual que abocanham do orçamento do estado, simplesmente PORNOGRÁFICO. Um verdadeiro desrespeito à sociedade que trabalha, luta, se priva, para poder sustentar sua família, contribuir com “OS FISCOS’, insaciáveis e sedentos por mais e mais, para sustentar um estado letárgico e doente.

    Se pagássemos muito e muito recebêssemos de volta, dava até para relevar, mas a realidade não é essa.

    A revisão legislativa deverá ser em todas as instâncias.

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