Chef de Cozinha Léo Paixão espera do Prefeito de BH: “UM LAPSO DE BOM SENSO”

Foto: Facebook Chef Léo Paixão

Inconformado com o decreto da prefeitura de Belo Horizonte, que a partir de segunda-feira (7) proíbe o consumo de bebidas alcoólicas em bares e restaurantes da capital Mineira, o conhecido chef de cozinha Léo Paíxão, parceiro do vereador Gabriel Azevedo, reage ao que chamou de medida inócua, já que não existe comprovação de que lockdown tenha eficácia na contenção do vírus chinês.

Se tivesse contido, Paixão tem toda razão, BH não teria registros de casos da Covid-19, pois foi a cidade que permaneceu com os bares fechados por mais tempo no mundo, 150 dias ininterruptos. Evidente que para os adeptos radicais da quarentena perpétua, regra geral gente que tem conta bancária fornida ou é alienada no último grau, repetidoras passivas dos estímulos da imprensa ativista, a economia não tem importância. É assim que pensa e age os responsáveis pelo Comitê do Enfrentamento à Covid-19, liderado por Unaí LULA Tupinambás, Jackson Machado Pinto, Carlos Starling, Estevão Urbano e Carla LULA Anunciatta, todos com o aval de parcela da mídia que trabalha para PBH.

Chef Léo Paixão desabafa na sua página do Instagram

Em texto que publicou no Instagram Léo desabafa e lembra que o setor não é o culpado pelo suposto aumento dos casos de covid: “Somos o setor mais castigado pela prefeitura. Neste momento em que caminhamos para a Lei Seca, já sofremos uma série restrições, dentre as mais severas: horário de funcionamento reduzido; espaçamento aumentado e limite de quatro ocupantes por mesa” relata o profissional que é reconhecidamente um dos mais influentes da gastronomia belo-horizontina.

O chef segue dizendo em seu texto que viralizou nas redes sociais: “Vamos fazer uma continha. No Glouton tínhamos 110 lugares, hoje tenho 60. Fazia giro dois, hoje faço giro 1,2. Só aí tive uma diminuição de 60% nas vendas. Como 1/3 de nossa venda é de bebida, com a nova medida, nosso encolhimento passa a 75%. Ou seja, temos a possibilidade de vender 25% do que vendíamos antes. Garçons vivem quase só dos 10% deste valor. Imagina como fica?”, interroga Paixão.

Ele lembra ainda a situação de pequenos comércios, que são a maioria, é ainda pior: “Quanto aos bares, a conta é mais nefasta. Infelizmente é inviável funcionar sem bebidas. Assim, à partir da semana que vem fecho, novamente, o Nicolau Bar da Esquina por tempo indeterminado. A abertura do Mina Jazz Bar, que seria 12/12, fica adiada pra algum dia, talvez”, comenta o conhecido chef que deixou a medicina para se dedicar ao ofício de empresário do setor de gastronomia.

Léo admite que houve aumento das internações dos casos de Covid-19, e que é necessário fazer alguma coisa para barrar, mas não acredita que o problema seja responsabilidade do setor de gastronomia que vem cumprindo todos os protocolos: “É compreensível que a prefeitura tenha que tomar alguma atitude,porém a cidade está cheia de ônibus lotados, comércio rodando à mil, véspera de natal. Pergunto: Seria minimamente razoável a prefeitura impor restrições a toda economia?” Indaga.

Jato de mangueira em quem está afogando

Léo atribui tudo isso à desorganização do setor e a passividade do povo de BH, ele lembra que alguns não respeitam as medidas de contenção do vírus, mas o conjunto não pode ser punido por isso: “Não os julgo, estão tentando sobreviver ao tsunami, mas ao invés de fiscalizar e aplicar as medidas cabíveis, a prefeitura optou por punir a todos: certos e errados, o fato é que tudo isso significa um jato de mangueira em quem está afogando”. E o pior, relata: “é impossível saber se essa medida surtirá efeito nos casos de Covid-19”, o empresário tem dúvidas, como centenas de médicos dentro e fora do Brasil. Em BH de fome as pessoas podem morrer, mas de Covid-19, não. Os que usam tornozeleiras também estão livres da fome, na visão do prefeito fanfarrão.

Léo Paixão lembra ainda que o setor mais punido da economia leva mais um golpe impiedoso da prefeitura, como se fosse os culpados por tudo. O chef vaticina para encerrar que: “muitos de nós não se levantarão após mais esta queda. Desemprego e miséria é o que resultará da decisão. A nós, só nos resta torcer e esperar que um lapso de bom senso guie a mente DESTE PREFEITO para que não destrua nossa preciosa gastronomia belo-horizontina”, encerra a carta que pode ser lida na integra na página de Léo Paixão no Instagran:

https://www.instagram.com/p/CIabdu9BWrl/?igshid=2bd4t9wp99yw

José Aparecido Ribeiro é Jornalista independente em Belo Horizonte e Presidente da Abrajet-MG.

Contato: jaribeirobh@gmail.com – WhatsApp: 31-99953-7945 – www.blogdozeaparecido.com.br

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