Comerciantes e prestadores de serviços se unem em protesto contra tirania de prefeito em BH

Comerciantes, prestadores de serviços se unem contra a tirania do prefeito Alexandre Kalil. O protesto desta segunda-feira (11) contra o fechamento de Belo Horizonte, convocada por grupos de direita e associações de empresários está marcado para as 10h em frente a Prefeitura. Fontes próximas ao prefeito afirmam que desta vez Alexandre Kalil está preocupado.

Após manifestação em frente a PBH manifestantes pretendem marchar até a casa do prefeito na rua Curitiba, bairro de Lourdes. A concentração começa às 10h e a marcha deve ocorrer por volta das 11h30, encerrando em frente ao prédio onde mora o prefeito.

Pelas redes sociais a convocação se espalhou e foi inspirada nos protestos que ocorreram na cidade de Búzios, litoral do Rio de Janeiro e na capital do Amazonas, Manaus. Conversei com representantes do movimento que acreditam na adesão de centenas de comerciantes, comerciários e prestadores de serviços: “As pessoas estão cansadas das imposições arbitrárias e tirânicas do prefeito Alexandre Kalil, não há razões para lockdown”, foi o que afirmou o empresário Jonas Batista que é comerciante no hipercentro de BH há 48 anos.

Até a manhã deste domingo (10) os organizadores estimam que mais de 30 mil pessoas estarão presentes na frente da PBH no centro da capital, foi o que disse Manoel Pereira, um dos responsáveis por grupo de WhatsApp com 220 comerciantes que se dizem indignado com a falta de diálogo da prefeitura com quem produz e gera emprego: “O prefeito não é o dono da cidade, vivemos em uma democracia e o que ele tá querendo é prorrogar Decreto de Emergência”, protesta Manoel.

Participam do protesto os Deputados Estaduais Bruno Engler (PRTB-MG), e seu colega Bernardo Bartolomeo Moreira – Bartô (Novo), os vereadores Nikolas Ferreira e Bráulio Lara (Novo), Professor Juliano Lopes (PTC), até recentemente aliado do prefeito, a vereadora Flávia Borja (Avante). Outras lideranças também confirmaram presença: Jacqueline Bacha, da Associação dos Comerciantes do Hipercentro, representantes das academias de BH, ativistas de direita e vários empresários no comércio e prestadores de serviços que estão sendo obrigados a cerrar as portas a partir desta segunda-feira. 

Os manifestantes querem mandar recado para o prefeito Alexandre Kalil de que a população não vai aceitar mais imposições e tirania passivamente: “Vivemos em uma democracia, o poder emana do povo, mas alguns governantes estão se esquecendo disso”, relata Luiz Lobato, comerciante do ramo de colchões.

O advogado Mariel Marra, do movimento #Fora Kalil acredita que o protesto vai ter a adesão de patrões e trabalhadores do comércio, fazendo o prefeito repensar o fechamento da cidade, pois, segundo Mariel, “o aumento na taxa de ocupação deve-se a diminuição da oferta de leitos e não ao aumento de casos de Covid”, conclui.

Movimento reivindica reabertura imediata do comércio

O protesto é contra Decreto do prefeito publicado na sexta-feira (8) que fecha o comércio. O drama é ainda maior para o setor de gastronomia com a decisão da PBH de proibir a venda de bebidas alcoólicas em bares e restaurantes da capital desde o dia 11 de dezembro.

Decreto que foi derrubado por um juiz de primeira instância após compreender a incoerência dos argumentos apresentados. Porém, no sábado 12 de dezembro, uma desembargadora de plantão no TJMG acatou Agravo de Instrumento e tornou sem efeito o Mandado de Segurança Coletivo concedido a Abrasel.

Para o setor de gastronomia, um dos mais prejudicados até agora pela pandemia, a proibição não tem sentido, pois não é o álcool a causa do “aumento” nos índices de infecção pelo Coronavírus, mas os shoppings populares lotados, ônibus e a falta de controle durante a eleição de 15 de novembro, foi o que afirmou em manifestação por escrito o presidente da Abrasel Nacional, o mineiro Paulo Solmucci, após a decisão sem nexo do TJMG. Solmucci vê na decisão um ato de parcialidade descabido e incoerente.

Organizadores sugerem aos manifestantes que utilizem roupas pretas. A manifestação será pacifica e ordeira, afirmou um dos responsáveis pelo movimento, o advogado Dirceu Braga.

José Aparecido Ribeiro – Jornalista em Belo Horizonte

Contato: jaribeirobh@gmail.com – WhatsApp: 31-99953-7945 – www.zeaparecido.com.br

6 thoughts on “Comerciantes e prestadores de serviços se unem em protesto contra tirania de prefeito em BH

  1. Este prefeito é mal assessorado e tem péssimas intenções. Muita incoerência fechar o comércio que permite um distanciamento eficaz mas aglomera todos dentro dos ônibus. Sem lógica e sem noção. O comerciante tem que partir para cima e mostrar que não vai perder o que conquistou com tanta luta. É sobrevivência este maluco não pode achar bonito e se gabar como exemplo de ditador. Haja vista o governador que ele respeita com atitudes tão semelhantes. Outra coisa cada decreto deste é um desgaste tão grande. O comércio ja está péssimo e se fechar será o tiro de misericórdia.

  2. Zé Aparecido, seus comentários e análise do “fechamento da cidade”, estão corretos. Há uma grande incoerência, pois o transporte público que deveria oferecer mais opções de coletivos, metrô e diversos horários estão reduzidos. Os comerciantes não aguentam mais. Chegou a hora de dizer “Basta”, a cidade precisa de empregos para mover a economia.

  3. Uma decisão desconectada com a realidade, com a razoabilidade e com a própria matemática, pois 82% de 424 leitos, quando se flexibilizou a reabertura no primeiro lockdown, o que gera um resultado muito maior que 89% de 247 leitos. Assim sendo, temos menos pacientes internados nas UTI’s, bem como o número de leitos disponíveis.
    O problema é de gestão, transparência, quiçá honestidade.
    O comitê de crise não pode ficar nas mãos de apenas alguns técnicos, ele deve contar com as contribuições de outros segmentos importantes da cidade, assim como rede particular de saúde, setor produtivo, representante do legislativo.
    Cidade fechada implica em prejuízos para todos, incluindo a própria saúde publica, afinal ela é financiada com os impostos gerados através das atividades produtivas, prestação de serviço, consumo e etc..

  4. José, fico feliz pela resposta a imposição . Afinal se “todo poder emana do povo”, esse povo tem que ser ouvido. Minas sempre fez parte da história do Brasil em suas lutas, e não faz sentido ficar sentada a beira do caminho frente a tantos desmandos.
    Será um exemplo para as outra capitais e cidades.
    Bora lá mineiros brasileiros!

  5. Dilma & Kalil, “in modus”, são gêmeos univitelinos. Dêles só se pode esperar o que de mais insensato houver ao alcance. Então, desgraçadamente, de novo, a partir da próxima segunda-feira, enquanto ainda permanecemos, até hoje, obrigados os uso das absurdas, estúpidas e anti- higiênicas máscaras, ainda voltaremos a suportar, também, outro completamente inconstitucional fechamento do comércio. Esse é o monstro demente e alienado que a burrice eleitoreira de nosso povo reelegeu ! Por isso, também uma vez mais, insistimos ainda : não existe nada mais importante para o Brasil, desde há muito, do que uma profunda reforma em nossa estrutura constitucional, ou, talvez, até melhor, um nova constituinte formada não de pelêgos como a de 1988, mas de homens mais maturados, experientes e verdadeiramente sábios.

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