Distribuição de recursos para produção de cinema agora têm critérios em MG, e eles não agradam a Câmara do do Audiovisual da Fiemg

Recursos públicos esperam retorno para o povo. Promover o patrimônio histórico deveria ser louvado e não repudiado como prega o grupo que representa trabalhadores do cinema independente ligados à Fiemg

Foto: Acervo Cinema Independente

Acostumados a monopolizar verbas destinadas à cultura em Belo Horizonte e no Estado de Minas Gerais, artistas ligados à Associação de Trabalhadores do Cinema Independente – ATCI e à Câmara do Audiovisual ligada a Fiemg, reclamam dos novos critérios para editais que liberam recursos do Fundo Estadual de Cultura – FEC para produções audiovisuais. Eles acusam levianamente a Secult de censurar e de tolher a liberdade de criação.

Nos governos de esquerda passados, tanto os municipais quanto os estaduais, a farra com os recursos do FEC era geral, e o dinheiro público para a produção de cinema circulava quase sempre nas mesmas mãos. 96% dos recursos eram usados pelas mesmas pessoas, todas ligadas a ATCI e a Câmara do Audiovisual da Fiemg, bem como a partidos que lotearam o setor por décadas, tanto os de esquerda quanto os de direita.

A Secretaria de Estado de Cultura e Turismo de Minas Gerais – Secult, pasta comandada hoje pelo experiente secretário Leônidas Oliveira, estabeleceu novas regras para a produção de cinema, cortou as mamatas, os privilégios, a libertinagem, e isso não agradou os “artistas” ligados ao setor. Por tradição a pasta sempre foi usada como moeda de troca em períodos eleitorais e comandada por intelectuais e militantes quase sempre de esquerda.

Secretário disse que verbas do FEC deve atender artistas do estado e não só de BH

Foto: Governo de Minas

Preocupado com a aplicação correta do dinheiro publico em projetos que conversam com os planos da Secult, que pela primeira vez em décadas, tornaram-se mais abrangentes, o conselho da pasta ampliou o acesso aos recursos possibilitando que artistas do interior de Minas Gerais possam pleitear verbas para produção audiovisual, desde que a temática esteja atrelada aos temas que norteiam o turismo e a cultura do estado.

A duas pastas, Cultura e Turismo foram unificadas pelo Governador Romeu Zema no inicio de 2019 nascendo dessa unificação a Secult. O trabalho realizado até aqui ganha destaque e reconhecimento pelo trade turístico e por produtores culturais desvinculados de partidos políticos. De todas as secretarias de governo, a exceção da saúde, a Secult foi a que mais produziu durante a pandemia, mesmo com todas as restrições de circulação.

Sendo fiel ao planejamento, os eventos ligados ao turismo e a cultura estão sendo apresentados com ênfase na cozinha mineira, na valorização da mineiridade, do patrimônio histórico material e imaterial, e na paisagem cultural. Portanto a estratégia para liberação de recurso dialoga com os projetos guarda chuva da Secult: Sabores de Minas, Amor em Minas e Lendas Mineiras, são todas temáticas abrangentes e que de forma transversal tem a ver com o Plano Estadual.

Ex-vereadora e ativista sai em defesa de artistas militantes

Foto: Facebook Cida Falabella

Desavisadamente, sem ter conhecimento do que a Secult vem produzindo a ex-vereadora e atriz Cida Falabella, sem mandato, que é ligada ao modelo “liberou geral” saiu em defesa dos artistas de BH. Ela parece ter esquecido que os recurso do FEC não podem ser destinados sempre para as mesmas pessoas, eles precisam chegar no interior do estado, e ele não é pequeno.

Minas tem 853 municípios e mais de 22 milhões de habitantes. As verbas do FEC que antes eram carimbadas atendiam apenas parte dos apadrinhados da esquerda, e isso acabou. É função da política pública, sobretudo do Secretário, fazer com que os recursos sejam também potencializadores na geração de emprego e renda.

O cinema é detentor de potencialidades capazes de promover a economia criativa. Nesse sentido, a Empresa Mineira de Comunicação (EMC) e a Secult precisam ser responsáveis ao distribuir os recursos que irão promover a memória e a produção audiovisual do estado, de forma equidistante, justa e democrática. O vale tudo acabou e isso desagrada muita gente.

José Aparecido Ribeiro é Jornalista e presidente da Associação Brasileira de Jornalistas de Turismo – Abrajet-MG

Contato: jaribeirobh@gmail.com – WhatsApp: 31-99953-7945 – www.zeaparecido.com.br

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5 thoughts on “Distribuição de recursos para produção de cinema agora têm critérios em MG, e eles não agradam a Câmara do do Audiovisual da Fiemg

  1. Pois é, se o Sr Kalil não tivesse sido reeleito certamente poderíamos ver coisas boas acontecendo em BH no âmbito da gestão municipal. Que venha tempos melhores.

  2. Essas pessoas não perceberam que o Brasil está mudando.os eternos escolhidos estão perdendo terreno. Basta!!!

  3. Esta esquerda não reparte o pão com ninguém. Estão sofrendo com a atual democracia, regime que não conheciam. Fiquem sabendo que a arte e a cultura produzidas por vocês não acrescentaram nada, raríssimas exceções. Muito prazer, somos agora a outra parte da população que não tiveram privilégios durante 30 anos. Então solta o osso, releva, respira e vão fazer o que sempre fizemos. Trabalhar e pagar impostos.

  4. BH teve gdes teatros e cineastas, os cinemas na sua maioria viraram igrejas.
    Hoje cinemas mais em shopping, no Brasil inteiro praticamente não temos cineastas e teatrólogo.
    E existe muita gente que gosta muito de fazer teatro e cinema, mas falta recursos e quem tinha canal para essas verbas são as mesmas e fica essa chatice.
    Não criam e não abrem espaço.
    Com essa medida nova vamos aguardar uma melhora para todos.
    Parabéns Leônidas vc é honesto e tem muita visão.

  5. Isso está acontecendo em todo lugar onde se ama a cultura.
    Pena existir um só “Leônidas de Oliveira” pra botar ordem nas coisas.
    Enquanto não chega o nosso, vamos enfrentando as feras.

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