Explicações de Barroso não convencem especialista de TI que questiona a lisura da eleições municipais de 2020

Foto: Franklin Melo – CEO da Guber Tech Inovação e Transformação Digital.

A ação de hackers nos computadores do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) provocou uma avalanche de especulações sobre a lisura do processo eleitoral brasileiro no último domingo (15), e com razão. A contagem final que era realizada pelas juntas eleitorais de cada Estado a partir deste pleito passou a ser feita pelo TSE em Brasília. Será por acaso que o presidente Jair Bolsonaro insiste no voto impresso no Brasil e outros países, em especial os desenvolvidos, não adotaram o modelo de urnas eletrônicas?

Resultados inesperados e testemunho de fraudes, compra de votos, transporte ilegal de eleitores e irregularidades gravadas por candidatos e eleitores por todo o país pipocam nas redes sociais. A grade mídia segue cega, surda e muda, dando crédito ao Ministro Luís Roberto Barroso como se ele fosse a vestal da moral e da tecnologia da informação, acima de tudo e de todos, incorruptível. Será que falta coragem para o jornalismo brasileiro cumprir a sua missão de reportar fatos, independente de quem eles possam desagradar?

Para o Presidente da Guber Tech, empresa de inovação e Transformação Digital, Franklin Melo que tem 25 anos de experiência em TI, incluindo 15 anos de exposição e vivencia internacional, com background em desenvolvimento de software, especializado Gestão, tecnologias em Nuvem e movimentação de Datacenters, e que trabalhou por 20 anos em multinacionais nos USA, Austrália, Canada e Jamaica, o “buraco” é mais embaixo.

O especialista disse que muito se fala de qual foi a causa do atraso do TSE, e que as desculpas não batem com a realidade. Na opinião dele as coisas começam a fazer sentido e são extremamente preocupantes: “A complexidade do sistema EXADATA é bem alta, uma falha como indicada explica sim tudo que aconteceu, bem diferente do que foi reportado no domingo (15) pelo ministro Barroso, afinal de contas uma falha em um núcleo do processador seria virtualmente substituído pelo gerenciador da Infraestrutura e a aplicação não seria afetada” relata Franklin.

Ele afirma ainda que No EXADATA a falha por sobrecarga, pode ocorrer devido à falha de leitura e gravação de dados, ele disse que já viu isto acontecer inúmeras vezes na plataforma da Oracle. No entanto, o episódio confirma o que na visão dele é falta de governança na TI do TSE, fato de gravidade elevadíssima e extremamente preocupante, isso por que “falharam em uma bateria de testes de carga, ou fizeram simulações bem aquém do esperado de um sistema deste porte”, o que é inaceitável em se tratando de uma eleição do tamanho da que o Brasil vivenciou no ultimo domingo.

Especialista questiona capacidade de governança da TI no TSE

Franklin deixa perguntas que precisam ser respondidas não só pelo Ministro que não é especialista em TI, mas pelos responsáveis por gerir o sistema daquele Tribunal: “Se o TSE não tem capacidade de governança de TI (visivelmente comprovada), como podemos confiar na governança de gerenciamento de Código e Hardware nas urnas eletrônicas?”, indaga. “Ou será que confiam cegamente em um fornecedor de Software da mesma forma que confiaram em um fornecedor de Hardware”? Encerra o especialista que será entrevistado hoje no meu programa #Conexão BH no Canal Noticioso.

Com a palavra a grande mídia e o presidente do Tribunal Superior Eleitoral, Sua Excelência o Ministro Luis Roberto Barroso, o incorruptível…

José Aparecido Ribeiro é jornalista em Belo Horizonte

Contato: jaribeirobh@gmail.com – WhatsApp: 31-99953-7945

8 thoughts on “Explicações de Barroso não convencem especialista de TI que questiona a lisura da eleições municipais de 2020

  1. Eu concordo com o voto nas cédula de novo , porque países mais desenvolvidos ainda e na cédula , isso pode ser um plano pra 2022 , estratégia . Foi uma experiência que pra eles podem ser o que eles querem fazer com a eleição de 2022

  2. Urnss eletrônicas com impressão do voto. a rubrica do Eleitor e depósito na urna física.
    Havendo dúvidas, abrem-se as urnas com os votos impressos e pronto.
    Transparência e auditoria.

  3. Está aliança já está me deixando muito preocupado entre Boulos/PSOL e Xandão/STF. Tudo o que este extremista envia para o testa prolongada é imediatamente cumprido covardemente por esse perseguidor da liberdade dos blogueiros de direita. É absurdo, atrás de absurdo. Tá difícil de suportar esta maldita gang,inda mais ligada à escória pavorosa desse infame Boulos!

  4. Tudo isso já foi cantado em prosa e verso por quem entende, mas infelizmente não querem entender porque não existe interesse, ou melhor os interesses são outros.

  5. Meu caro amigo José Aparecido esse negócio de informática é bastante complicado.
    A Nasa e outros serviços de inteligência, bancos, arquivos federais e todo tipo de organizações em todo mundo já foram hackeados. O TI técnico em informática tem um desafio muito grande para obtenção de sistema seguro.
    Com relação as eleições foi proposto o voto eletrônico seguido do cartão impresso onde o eleitor além de confirmar se seu voto foi enviado de acordo deixa na máquina os votos impressos para conferência e se ainda houver desconfiança o eleitor fica com uma cópia da impressão caso seja necessário intimar cada eleitor da urna em questão.
    Simples assim, só que o STF alegou custo elevado e que as urnas eram confiáveis.
    Sou fã da frase de Gorbachev que dizia Confia mais confira.
    O erro é humano, além de mexer com os desumanos.
    Um abraço sou mais Brasil.

  6. Até eu, leigo mas muito experiente (mais de 40 anos) na operação em grande escala de softwares de manuseio de dados, posso imaginar algumas formas de fraudar sistemas via software ou via hardware, sem que os números finais revelem nada a nao ser quando avaliados em plena operação. Por causa disso aprovo a impressão simultânea dos votos, em duas vias de formato muito pequeno e resumido, uma para quem acabou de votar poder conferir na hora o seu voto e a outra para uma urna lacrada a ser retirada por integrantes das Forças Armadas e serem entregues nos quartéis, sob guarda, para tabulação numérica simples por computador. Daí a grande totalização tem condições de verificar imediatamente as divergências, isolando as urnas suspeitas para verificação.

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