Gasolina perto de R$7 morro acima pelo terceiro mês consecutivo na Região Sudeste, é o que mostra pesquisa da Ticket Log

Contrariando a expectativa de queda, gasolina teve aumento de 2,56% e chega a R$6,85 com o Rio de Janeiro puxando para cima e São Paulo para baixo

Foto: O Povo

O Índice de Preços Ticket Log (IPTL), revelou que o preço da gasolina na Região Sudeste registrou aumento de 2,56% pelo terceiro mês consecutivo, acima de R$ 6 nos postos dos quatro estados que compõem a região, MG, SP, RJ e ES. O combustível foi comercializado com o valor do litro em média a R$6,48 e representou a segunda maior média do País, ficando atrás apenas do Centro-Oeste.

Inexplicavelmente a cidade do Rio de Janeiro que tem uma das mais importantes refinarias de petróleo do Brasil, em Duque de Caxias, o preço bateu em R$ 6,675 – um aumento de 2,3% em relação ao mês anterior. Já em São Paulo que possui na cidade de Paulínia a maior de todas as 17 refinarias que o país possui, o cenário é inverso, com o litro da gasolina vendido pelo menor preço médio da Região, a R$ 5,839.

Com aumento na casa dos 4%, o etanol seguiu o mesmo padrão que a gasolina e foi comercializado com a maior média nas bombas fluminenses, a R$ 5,668. O combustível também apresentou o maior avanço em comparação com o mês anterior, que resultou em um aumento no preço médio. Nos postos de São Paulo o etanol foi encontrado pelo menor preço, a R$ 4,524, mas com a maior variação na região para o combustível, alta de 5,70%, no comparativo com agosto.

Conversei com um Head de Mercado Urbano da Edenred Brasil e ele contou que: “Ainda que o preço da gasolina nos postos da Região Sudeste tenha fechado o trimestre acima de R$ 6, quando comparado ao etanol na relação 70/30, é a opção mais econômica para os motoristas que abastecem em Minas Gerais, Espírito Santo, São Paulo e Rio de Janeiro”, aponta o especialista Douglas Pinal.

No mesmo compasso da gasolina e do álcool o diesel e o diesel S-10 alcançaram respectivamente R$ 4,765 e R$ 4,834. Minas Gerais apresentou o maior preço médio tanto para o tipo comum (R$ 4,870), quanto para o tipo S-10, a R$ 4,930, e São Paulo novamente se destacou no sentido contrário, com o diesel comum sendo comercializado a R$ 4,677 e o siesel S-10 a R$ 4,724 – menores médias da Região.

Governadores e Congresso Nacional fingem de mortos

Enquanto isso os governadores fingem de mortos como se o assunto fosse só do Governo Federal, não deles e do Congresso Nacional, que também dorme o sono dos “justos”. Todo mundo empurrando a resolução do problema que carrega com ele a inflação morro acima, ultrapassando já em setembro a casa dos 10%. Quem sabe a enrolação não seja proposital para enfraquecer o chefe do executivo? Mais uma tentativa de colar em Bolsonaro a culpa pela inflação que ronda o Brasil e que solapa o poder de compra da população.

Para quem não sabe ainda, o ICMS no estado do Rio sobre a gasolina é de 34%; em São Paulo é de 25%; Minas Gerais 31% e Espírito Santo 27%, daí a justificativa para a diferença de preço maior no Rio Minas Gerais. Isso sem contar com o “fica em casa e a economia a gente vê depois”…

Sobre o IPTL

O IPTL é o índice de preços de combustíveis levantado com base nos abastecimentos realizados nos 21 mil postos credenciados da Ticket Log, que tem grande confiabilidade, por causa da quantidade de veículos administrados pela marca: 1 milhão ao todo, com uma média de oito transações por segundo.

A Ticket Log, marca de gestão de frotas e soluções de mobilidade da Edenred Brasil, conta com mais de 30 anos de experiência e se adapta às necessidades dos clientes, oferecendo soluções modernas e inovadoras, a fim de simplificar os processos diários na gestão de frotas.

Fonte para matéria: Ticket Log – RPMA Comunicação

José Aparecido Ribeiro é jornalista

www.zeaparecido.com.br – WhatsApp: 31-99953-7945 – jaribeirobh@gmail.com

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6 thoughts on “Gasolina perto de R$7 morro acima pelo terceiro mês consecutivo na Região Sudeste, é o que mostra pesquisa da Ticket Log

  1. Está pra ser votado na Câmara Federal o valor fixo do icms da gasolina direto na distribuidora e não na bomba do posto sobre tbm o etanol e o gás, atualmente é cobrado sobre a variação de preços nos últimos 15 dias, o governo quer o cálculo na variação dos últimos 2 anos.
    Essa semana Lira e Pacheco estarão com esse pepino em pauta.
    No Brasil uma vergonha, muita política de boas intenções, variação de 25% a 34% de acordo com o interesse do Estado.
    Também tem que separar o que o Brasil exporta e o que importa, para não atrelar a dolarizacao. Sabemos que o Brasil produz petróleo e que fabricamos a gasolina.
    Tem muita gente ganhando dinheiro fácil.
    Nosso combustível tem 27% de etanol na gasolina, produto genuinamente brasileiro.
    Penso que têm muito jogos de interesse.
    Porque não aumentar essa mistura.
    Tem carro fazendo 200 km por hora, precisa?
    Nem estrada temos, pode reduzir isso daí.
    Vamos ver o que vai acontecer.

  2. Bom…
    O ICMS é administrado pelos governos estaduais e cada um determina sua alíquota, com o aval de suas assembléias.

    Sabemos que o ICMS é a principal fonte de recursos dos governos estaduais.

    Sabemos, também, que as máquinas estaduais, assim como a federal, são inchadas, onerosas e retorna muito pouco à sociedade.

    Sabemos que não se pode demitir funcionários desnecessários e os incompetentes.

    Sabemos que, quando o funcionário público se aposenta, ele continuará onerando os cofres públicos, já que a previdência não é feita de forma sustentável.

    Sabemos que, como os aumentos sucessivos dos preços, sem a baixa expressiva da demanda, favorece à arrecadação do estado e isto poderia ser até positivo se o aumento de arrecadação contribuísse para o equilíbrio das contas públicas e o posterior enxugamento da máquina.

    É um assunto complexo. Podemos fazer digressões baseado em diversas variáveis, mais uma coisa é certa, os preços dos combustíveis, sem a menor dúvida, tem sua origem no mercado internacional, assim como as carnes, a soja. O problema é que estamos tendo inflação em dólar, pagando em dólar e recebendo em real, o que torna o peso, em nossos ombros, muito maior.

  3. Bom…
    O ICMS é administrado pelos governos estaduais e cada um determina sua alíquota, com vó aval de suas assembléias.
    Sabemos que o ICMS é a principal fonte de recursos dos governos estaduais. Sabemos, também, que as máquinas estaduais, assim como a federal, são inchadas, onerosas e retorna muito pouco à sociedade.
    Sabemos que não se pode demitir funcionários desnecessários e os incompetentes.
    Sabemos que, quando o funcionário público se aposenta, ele continuará onerando os cofres públicos, já que a previdência não é feita de forma sustentável.
    Sabemos que, como os aumentos sucessivos dos preços sem a baixa expressiva da demanda, favorece à arrecadação do estado e isto poderia ser até positivo se o aumento de arrecadação contribuísse para o equilíbrio das contas públicas e o posterior enxugamento da máquina pública.

    É um assunto complexo. Podemos fazer digressões baseado em diversas variáveis, mais uma coisa é certa, os previsto dos combustíveis, sem a menor dúvida, tem sua origem no mercado internacional. O problema é que estamos tendo inflação em dólar, pagando em dólar e recebendo em real…

  4. Chegou o momento do Presidente tomar uma atitude. Inconcebível que não possamos mais sair de casa. Ja não chega a violência e o péssimo meio de transporte que temos no Brasil, agora esse disparo sem freio da gasolina.
    BOLSONARO, ja passou da hora, o povo não aquenta mais.

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