Homenagem do Amigo Otávio Azevedo para o Jornalista Hélio Fraga

A cada mensagem vai ficando mais claro que a semeadura é livre, mas a colheita é resultado da trajetória de vida. Hélio está recebendo o que plantou

POR: Otávio Azevedo – Engenheiro e ex-presidente da Construtora Andrade Gutierrez.

Prezado Jornalista e Presidente da ABRAJET, José Aparecido Ribeiro.

Foi lendo a sua brilhante e comovente homenagem ao queridíssimo amigo Hélio Fraga é que fiquei sabendo da morte dele. O Hélio foi uma presença marcante na minha vida, inicialmente como companheiro dominical na quadra de futebol do Clube Campestre de Belo Horizonte.

Estou falando dos idos de 1968 a 1988, período em que ele recém-casado liderava, com o Evandro Pádua Abreu, o Walmir Emerich, Evaldo Furtado e tantos outros de sua geração a formação dos times que iriam jogar. Quem chegasse mais cedo tinha melhores chances de jogar duas ou três partidas, mas teriam que passar pelo crivo dos mais seniores para serem escolhidos.

A minha diferença de idade para eles era de + ou – 12 anos e ainda entre nós tínhamos outras gerações de associados bons de bola, Mário Lima, Otávio Carvalho, Rodrigo Campello entre outros. As minhas chances estavam centradas em chegar cedo e jogar bem, para que  jogando e ganhando a primeira  partida estaria automaticamente na segunda e garantia presença até a terceira.

Começamos em torno de 08h15 e jogaria até às 10h30, bom demais. Neste ambiente surgiu uma inexplicável admiração mútua entre o Hélio e eu, e desta forma eu sempre contava com a escolha do Hélio para jogar no time dele. Por várias vezes ele tentou me levar para treinar no Cruzeiro, na época o time das estrelas futebolísticas mineiras e brasileiras.

Eu me preparando para o vestibular em 1969/1970, sempre descartei dizendo que futebol era só prazer, não como obrigação. O Hélio insistia e fazia coro com o Pacífico Mascarenhas e o Evandro na beirada da piscina tomando uma gelada. Falou e insistiu várias vezes com o meu pai Fábio Mello de Azevedo, esportista, “basquetebolista” a vida toda pelo América.

O fato é que me tornei amigo e admirador do Hélio e profissionalmente fomos nos encontrar na Cemig. Fiz parte da seleção de futebol da Cemig e disputei variados torneios, inclusive Olimpíadas Operárias Globais. E mais uma vez contando com o sempre presente Hélio Fraga para divulgar nos veículos internos e externos os nossos feitos.

Eu trabalhava na Superintendência de Planejamento com o Dr Clóvis e o Hélio na Comunicação Social, ambas as áreas subordinadas diretamente ao presidente da Estatal. Participamos de projetos comuns, como a incorporação da Empresa Hulha Branca que teve sua Assembleia final em Diamantina.

Participamos dos Planos de Eletrificação Rural, e a  expansão da energia para as periferias das cidades, com o enfoque nas cidades do interior, projetos este financiados pelo BID e pelo Banco Mundial e complementado pelo Minasluz.

Sai da Cemig em 1980 e fui para a Telemig. O ambiente entre estas empresas era de muita disputa, portanto este meu movimento profissional gerou questionamentos na Cemig. Porém em maio de 1985 fui eleito Diretor Técnico da Telemig e neste mesmo mês o Jornal da Cemig em suas páginas centrais traz uma emocionante reportagem sobre minha carreira nas duas empresas e no futebol, reportagem escrita pelo amigo Hélio Fraga.

Prezado José Aparecido Ribeiro, sempre soube da dimensão do Hélio no setor de Jornalismo Esportivo e Turístico, até mesmo como leitor das colunas do Hélio, mas me senti na obrigação de mostrar outros campos em que o Hélio também atuou com as qualidades humanas e profissionais, que não são do conhecimento geral, todas admiráveis.

Fica a saudade e a homenagem a esposa Ana Maria em nome da sua família”.

Até um dia, querido Hélio!

Otávio Azevedo

José Aparecido Ribeiro é jornalista

Contato: jaribeirobh@gmail.com – WhatsApp: 31-99953-7945 – www.zeaparecido.com.br

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6 thoughts on “Homenagem do Amigo Otávio Azevedo para o Jornalista Hélio Fraga

  1. Assim como Otávio tive o prazer de participar com o amigo Hélio das “peladas” do Campestre.Ficam as boas lembranças.

  2. O Sr Hélio foi uma daquelas pessoas que, com a sua presença, mudam o verbo estar para o verbo ser. Há pessoas que encontramos neste longo trem da vida e que nos fazem querer voltar um pouco no tempo para conviver mais. Descanse Sr Hélio! Um privilégio para aqueles que, doravante, poderão aproveitar uma boa prosa com o senhor.

  3. Coisa prazerosa ler uma homenagem tão descompromissada, a não ser por laços de amizade e gentilezas.
    Coisa boa saber que ainda existe isso nos dias de hoje. Claro que sei que, apesar do amor estar se esfriando em muitos ambientes, ainda existem pessoas cheias de amor e gentileza, e como é bom ser lembrado por ser gentil e ter amor, não é? Essa homenagem é uma prova de tudo isso. É como diz a música de Marisa Monte:
    “Apagaram tudo, pintaram tudo de cinza, a palavra do muro ficou coberta de tinta. Nós que passamos apressados pelas ruas, merecemos ler as letras e as palavras de gentileza……..amor palavra que liberta já dizia o profeta”.
    Ótima publicação!

  4. Honesto, sério e comprometido com a verdade. Esse era meu irmão Hélio Fraga. Tivemos alguns “pegas” por ser seu irmão caçula sempre achava que dabua tudo. QUAL O QUÊ !.. Em.minha casa em cada canto tem alguma coisa que ele me deu….Isso é bom pois sempre está presente em nossas vidas.

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