Leitor sugere mudanças no atendimento da Araújo – Se você não é de BH, nem precisa seguir com a leitura

Dono do Walt Mart se colocava na pele do cliente, em especial aquele que não reclama, pois ele nunca mais volta à loja

Foto: Acervo Drogaria Araújo – Filial Centenário na Av. Getúlio Vargas – BH

Leitor que acompanha o Blog leu aqui algumas matérias sobre a Drogaria Araújo, uma das maiores redes de farmácia e conveniências de Minas Gerais, hoje com mais de 300 lojas em 45 municípios do estado, sendo que majoritariamente as lojas estão localizadas em Belo Horizonte e Região Metropolitana. Em toda esquina tem uma Araújo, e boa parte delas abertas 24 horas para atender o povo de BH.

É provável que não exista um único cidadão belo-horizontino, rico ou pobre, que nunca tenha entrado numa Araújo ao longo de sua vida, pois ela está em praticamente todos os bairros da capital. Os que não têm uma loja da Araújo no caminho acaba tropeçando em uma. A Araújo abriu suas portas há 117 anos, não fechou mais e está na terceira geração, hoje comandada pelo competente e conhecido Modesto Araújo.

A reclamação é pertinente e espero com a publicação desta carta, colaborar para a melhoria do atendimento e da evolução da Araújo que todo belo-horizontino de bem deseja que cresça e fique cada vez mais próspera, afinal, nas horas difíceis da vida, quando estamos doentes, sempre tem uma Araújo por perto para nos atender vendendo remédios, perfumaria e gêneros de primeira necessidade, ainda que o preço seja por vezes, salgado.

Segue a carta do leitor que pediu, por ser pessoa conhecida, para não se identificar. Se você amigo leitor não é de BH, não imagina o que significa a Araújo na nossa vida. Crescemos assistindo a Araújo expandir e sair de uma loja na Praça da Rodoviária para virar uma potência, que nos perdoe a concorrência, sobretudo as redes nacionais que seguem patinando em BH. Peço desculpas aos leitores de outras cidades que não são de Minas por lavar a roupa suja em casa, assim é melhor e mais producente.

Carta do leitor “F.C” que também é jornalista

“Boa tarde, gostaria de fazer uma reclamação e uma sugestão para a direção da Drogaria Araujo. Moro no bairro Luxemburgo em Belo Horizonte, e embora seja cliente cadastrado da Araújo, estou evitando ao máximo de entrar, apesar dela estar ao lado do comércio, bares e academia que frequento. Explico a razão:

É absolutamente constrangedor o assédio dos vendedores em cima dos clientes que ao adentrarem, começam a ser perseguidos na tentativa de receber deles um cartão de vendas. É uma prática, a meu ver atrasada, para não dizer coisa pior.

Lembro de uma frase do dono do Walt Mart que se colocava na pele do cliente, em especial aquele que não reclama, pois ele nunca mais volta à loja. Portanto, sugiro que ouçam com atenção e quiçá agradecimento por esta reclamação, que não é só minha, mas de todas as pessoas que comento e que estão evitando a Araújo pelo mesmo motivo.

Quero que a Araújo dê certo, cresça e prospere, mas toda vez que vou lá só tenho aborrecimento. Tenho cadastro em outras drogarias, gasto valores expressivos, busco o melhor preço e nem sempre a Araújo tem preços menores do que o da concorrência, mas uma coisa a concorrência tem que a Araújo não tem, funcionários bem treinados e educados e que não assediam com o cartão. Quero continuar sendo cliente da Araujo, mas se este assedio continuar, vou deixar de comprar remédios lá.

Chamo atenção para o atendimento on-line que também está deixando a desejar, ou seja, se vamos na loja os vendedores são obcecados por deixar o cartão que lhes permite alferir comissões, se compramos on-line somos mal atendidos. Lembro que uma drogaria é acesso de pessoas doentes, que podem transmitir bactérias, vírus, e o cartão passando de mão em mão é totalmente incompatível com a higiene e saúde, vira foco de transmissão, haja visto que nem sempre são higienizados adequadamente.

A concorrência já percebeu e faz o inverso, deixa o cliente livre e sem assédio. Devo adverti-los que os vendedores estão enganando a própria Araújo, pois o lema é distribuir cartão ao máximo. Depois que eles conseguem capturar o cliente vulnerável segurar o cartão na mão (o que é pior do que entregar dentro na cesta), simplesmente correm com o atendimento ou abandonam o cliente perdido atrás de produtos, para achar outro distraído e deixar o cartão.

O trabalho dos vendedores se resume em distribuir cartões e nada mais do que isso. Virou um jogo de enganação, anti-producente. Sempre tive uma boa imagem da Araújo, mas fiquei fora de BH por muitos anos e agora que voltei percebo que estão pecando por este detalhe que pode parecer pequeno e insignificante, mas não é. A Araújo está sempre bem localizada, possui estacionamento, alguns produtos exclusivos assim como o convênio com a Unimed, além de uma liminar judicial que garante ser também uma loja de conveniência. Tudo isso é comodidade, mas pecam nos detalhes.

Mesmo com toda essa comodidade, conheço pessoas que estão deixando de buscar a Araújo por causa do FAMIGERADO cartão. Espero sinceramente que aceitem esta reclamação como algo construtivo. Existem várias formas menos incomodas para comissionar os colaboradores, sem expor as pessoas ao assédio e ao risco de contaminação. Desejo que a Araújo e todas as empresas sérias de Belo Horizonte prosperem e gerem emprego.”

José Aparecido Ribeiro é jornalista e editor do Blog

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By zeaparecido

José Aparecido Ribeiro é Jornalista, Bacharel em Turismo, Licenciado em Filosofia e MBA em Marketing - Pós Graduado em Gestão de Recurso de Defesa

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