Plano para transformar a cozinha de Minas em patrimônio cultural foi lançado pelo governador Romeu Zema na tarde desta sexta-feira (19) em BH

A cozinha de Minas vai virar patrimônio cultural e os primeiros passos foram dados na tarde desta sexta-feira (19). No comando o Secretário de Cultura e Turismo, Leônidas Oliveira

Foi lançado na tarde desta sexta-feira (19) no Museu de Minas em Belo Horizonte o Plano Estadual de Desenvolvimento da Cozinha Mineira pelo governador Romeu Zema acompanhado do secretário de Estado de Cultura e Turismo, Leônidas Oliveira. Presentes no lançamento a presidente do Instituto Estadual do Patrimônio Histórico e Artístico (Iepha-MG), Michele Arroyo, o deputado Estadual Professor Irineu, representando a Comissão de Turismo da Assembleia Legislativa, o secretário geral de governo Matheus Simões e o coordenador da Frente da Gastronomia Mineira Ricardo Rodrigues que em sua fala elogiou a iniciativa e chamou o secretário Leônidas de gigante do turismo.

Foto: Pedro Gontijo – Imprensa MG

O Plano Cozinha Mineira é parte do Programa Estadual de Desenvolvimento da Gastronomia Mineira (PEGM) que pretende implantar políticas públicas e também privadas direcionadas à gastronomia no Estado. São 72 iniciativas com incentivos financeiros na ordem de R$163 milhões que serão disponibilizados nos próximos três anos pelo BDMG tendo como beneficiários micro e pequenas empreendimentos ligados ao segmento de gastronomia.

Presidente do Iepha diz que Plano foi construido a 4 mãos e vai virar Atlas

A presidente do Iepha-MG lembrou em seu discurso que o plano foi construído a quatro mãos e é muito mais do que uma ação para promover e movimentar o turismo, “a gastronomia é composta por vários agentes em um processo econômico e social gerador de riquezas, desenvolvimento e oportunidades para  toda a cadeia produtiva”, lembra Michelle Aroio. A presidente disse ainda que no bojo do Plano foi planejado a organização de um dossiê que registra e cataloga todo o processo de fabricação da Cozinha Mineira, virando posteriormente um Atlas da cadeia produtiva. Arroio encerrou dizendo que a meta é o reconhecimento pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional – Iphan em um primeiro momento, e em seguida o reconhecimento será pleiteado junto à Unesco, levando a Cozinha Mineira para o mundo.

Foto: Pedro Gontijo – Imprensa MG

Secretário faz elogios ao dinamismo do Governador Romeu Zema

O Secretário Leônidas Oliveira abriu sua fala dizendo da satisfação que é trabalhar ao lado do governador Romeu Zema: “é um privilégio e isso faz toda a diferença para que o turismo e a cultura de Minas estejam vivendo esta revolução”, relata o secretário. Leônidas destacou que não é por acaso que o Brasil e não só os mineiros reconhecem o governador como um dos mais bem avaliados em sua gestão à frente do Governo. “Aqui no lugar de política, tem trabalho sério e eu me sinto um privilegiado em fazer parte deste time”, disse Leônidas.

Foto: Revista Gastrô – Exemplo da Cozinha Mineira

Oliveira citou números impressionantes e destacou a ocupação hoteleira no interior, que apesar da pandemia, mantém patamares elevados, se comparados à capital. Ele fez questão de destacar a razão do termo “Cozinha Mineira”: “Assim como é reconhecida a Cozinha Italiana, a Cozinha Mediterrânea e outras, o que podemos oferecer tem qualidade suficiente e reconhecimento capaz de ser lembrada pelo turista interno e o que vem de fora como “Cozinha Mineira”, ao invés de gastronomia mineira.

Gastronomia mineira vira agora “Cozinha Mineira”

O detalhe aparentemente insignificante, para Leônidas é carregado de simbolismo, pois inaugura uma nova etapa para o turismo e sua interface com a rica cultura esboçada e reconhecida nos pratos típicos de Minas. O Secretário lembrou ainda da parceria da Cemig e destacou o apoio do colega Roberto Bastianeto que até agosto esteve à frente da Secretaria de Estado de Comunicação e que agora ocupa diretoria na Estatal de distribuidora de eletricidade. Falou do drama da baixa ocupação dos hotéis de Belo Horizonte que não tem a ver somente com a pandemia, deixando entender que a postura do prefeito não colabora para o desenvolvimento do setor na capital, já que o mandatário não dialoga com o governador e nem com o presidente da República.

Independente da dificuldade de relacionamento do prefeito com o trade a Secult segue incluindo BH em toda a sua programação, inclusive agregando ao projeto da Cozinha Mineira o Circuito Liberdade, recém-lançado pela Secult e que é porta de entrada dos roteiros de Minas divulgados junto aos operadores e agentes de viagens.Leônidas disse que Minas são muitas, e que a cozinha sintetiza o modo de ser do Mineiro: “somos um povo que gosta de receber, fazemos da cozinha e da varanda a sala, não é por acaso que as varandas são largas”, lembra o secretário que também é arquiteto, ex-seminarista, filósofo, filólogo, e doutor pela Universidade de  Valladolid na Espanha em arquitetura e urbanismo. Fez também um mestrado em Roma com o tema restauração do patrimônio, e participou do programa de altos estudos da cultura e do turismo europeus.

Minas como destino mais acolhedor do mundo é lembrado pelo governador

A tradição de receber bem lembrou o governador Romeu Zema acaba de virar marca reconhecida internacionalmente. Ele se referiu ao site de reservas Booking.com, presente em mais de 70 países, que elegeu Minas como um dos 10 destinos mais acolhedores do mundo. Zema ressalta que o plano estadual confirma Minas Gerais como estado pioneiro em políticas públicas para o setor de gastronomia. “O Plano Cozinha Mineira é um importante instrumento para a articulação e promoção de políticas públicas que possam fortalecer ainda mais a gastronomia do estado. Com ele, a nossa cozinha terá cada vez mais reconhecimento à sua autenticidade, singularidade e tradição”, lembrou o governador.

Foto: Pedro Gontijo – Imprensa – MG

O “Plano Cozinha Mineira” é resultado de construção coletiva, debate e troca de informações ao longo do ano de 2020 para cumprir a tarefa de revisar a primeira versão do Plano Estadual de Desenvolvimento da Gastronomia, cujo prazo compreende os anos de 2018 a 2021. O documento foi elaborado pelo grupo gestor do PEGM. Cozinha mineira: patrimônio cultural imaterial A riqueza da cultura alimentar em Minas Gerais, com seus aromas, produtos, técnicas e sabores, faz parte dos extensos estudos realizados pelo Iepha-MG.

Vale lembrar do Queijo Minas Artesanal da região do Serro, foi o primeiros registro de patrimônio cultural imaterial realizado no Brasil em 2002. Agora o Instituto dá outros passos importantes ao incluir no inventário do patrimônio imaterial as Farinhas de Mandioca e de Milho e o Atlas da Cultura Alimentar de Minas Gerais. Esse conjunto de fatores envolvendo a gastronomia entra no balaio do turismo para fortalecer ainda mais o destino, promovendo o estado e despertando desejos nos turistas nacionais e estrangeiros.

José Aparecido Ribeiro é jornalista, presidente da Associação Brasileira de Jornalistas de Turismo – Abrajet – MG

Contato: jaribeirobh@gmail.com – WhatsApp: 31-99953-7945 – www.zeaparecido.com.br

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6 thoughts on “Plano para transformar a cozinha de Minas em patrimônio cultural foi lançado pelo governador Romeu Zema na tarde desta sexta-feira (19) em BH

  1. Ao ter conhecimento desta excelente noticia, me sinto agraciado por ter nascido Diamantinense e Mineiro.
    Romeu Zema é MINEIRO, em todos os aspectos, e este passo para salvar a cultura da Cozinha Mineira demonstra o quanto ele valoriza nossas origens.
    Obrigado à toda a equipe envolvida neste processo. Sucesso.

  2. Cozinha maravilhosa, os paeszinhos de queijo são conhecidos em todo Brasil, tamb em o Tutu mineiro é uma das delícias da cozinha mineira. Que boa idéia!

  3. Parabéns a Minas Gerais pelo trabalho que vem sendo realizado na promoção do estado, através da tradicional “Cozinha Mineira”. Obrigada por compartilhar.
    Parabéns pelo artigo.

  4. Não é por acaso que Minas tem a melhor cozinha do Brasil me lembro de um almoço que ofereceram ao JK com listas de cardápios, ele leu e devolveu e pediu que fizessem comida de fogão de lenha, com quiabo, batata frita, banana frita, ovos fritos, arroz branco, feijão de molho, etc, alegando que não estava aguentando mais pratos exóticos e de nomes complicados.
    Desejo comer comida mineira, frango caipira, linguiça, torresmo e carne de panela.
    Eu assino em baixo.
    Time que tá ganhando não se mexe.
    O resto é fantasia.

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