Protesto em BH é liderado por uma Coronel da PMMG que pede justiça para Oswaldo Eustáquio

 

Manifestantes ocuparam a Praça da Liberdade na manhã desta terça-feira (22) em Belo Horizonte para protestar contra a obrigatoriedade da vacina e pedir o fim dos lockdows que até agora não surtiram efeito prático na contenção do Coronavírus. O protesto liderado por grupos de direita de BH começou às 10h e contou com a presença de aproximadamente duas mil pessoas, de acordo com lideranças que comandaram o evento, entre elas, a Cel PM reformada Cláudia Romualdo que foi candidata à vice-prefeita de Belo Horizonte em chapa encabeçada pelo Deputado Estadual Bruno Engler, ambos (PRTB-MG).

Os manifestantes afirmaram não serem contra a vacinação se ficar comprovado que ela é segura. Outra reivindicação propõe o fim dos lockdows que de acordo com o Deputado Estadual Bartô (Novo), já não surtem mais efeitos e servem para causar desemprego e ruína na economia. “Se lockdown tivesse eficácia, BH não teria um único caso, pois ficou fechada por mais de 150 dias” relata um dos manifestantes que prefere não ser identificado, pois é profissional da saúde na PBH.

Foto: José Aparecido Ribeiro

Da Praça da Liberdade os manifestantes caminharam de forma ordeira até a porta da Prefeitura no centro da capital onde gritaram palavras de ordem contra o prefeito Alexandre Kalil que é tratado como um déspota pelos manifestantes, e pouco preocupado com o povo, interessado em fazer demagogia, foi o que afirmou um dos líderes do movimento responsável pelo grupo Fora Kalil, o administrador José Antônio do Sagrada Família que também responde pela organização da passeata.

Coronel Cláudia Romualdo pede justiça para o Jornalista que foi esquecido por associações que se dizem “defensoras” da democracia

Foto: José Aparecido Ribeiro

Chamou atenção na manifestação a presença da coronel reformada da PMMG Cláudia Romualdo ex-comandante do policiamento da capital – CPC, que gritou por liberdade e lembrou da prisão arbitrária do jornalista Oswaldo Eustáquio em Brasília, que supostamente se acidentou em cela onde, por ordem do Ministro Alexandre de Moraes, foi preso na manhã da última sexta-feira (18) e encontrava-se recolhido no presídio da Papuda na Capital Federal. O jornalista de acordo com informações desencontradas ficou paraplégico em virtude da queda.

A militar que já repreendeu protestos no mesmo local diz estar decepcionada com a imprensa belo-horizontina que segundo ela, “fingiu não ver este importante evento de lutas por direitos democráticos que estão sendo violados”, protesta. Ela lembrou ainda que a liberdade de não tomar vacina precisa ser garantida, pois está na Constituição que ninguém será obrigado a fazer nada se não por força de Lei. Chamou atenção para o fato de que se fosse um evento da esquerda, a mídia estaria toda presente.

Coronel Claúdia foi a última a usar a palavra e em seus discurso que causou comoção gritou: “Sem liberdade não vale a pena viver”, ela se referiu ao ativismo explicito da Suprema Corte do país (STF) e a prisão ilegal de um jornalista no exercício da profissão. Lembrou do silêncio de entidades como Associação Brasileira de Imprensa – ABI, Anistia Internacional, Federal Nacional de Jornalistas – Fenaj e da Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo – Abraji, todas entidades de defesa das liberdades de imprensa que até agora não se manifestaram.

Encerrou seu discurso pedindo orações para o jornalista e limites para o prefeito Alexandre Kalil, que chamou de tirano lembrando que ele não foi eleito pela maioria, mas por uma minoria entorpecida. O evento encerrou às 13h, mas terá outra versão às 15h, para os que não puderam e desejam participar nos mesmos endereços, começando na Praça da Liberdade e encerrando em frente a PBH.

José Aparecido Ribeiro é jornalista em Belo Horizonte

Contato: jaribeirobh@gmail.com – WhatsApp: 31-99953-7945 – www.zeaparecido.com.br

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado.