Quem tem razão, o filósofo Aristóteles ou o Prefeito Alexandre Kalil?

 

Nos quatro anos que passei na faculdade de Filosofia nada me causou mais impacto para construção do que penso hoje do que a Lógica. Refiro-me ao silogismo categórico de Aristóteles.  É a ele que recorro quando o bom senso dá lugar a falácias, muito comuns nos discursos de políticos oportunistas como o prefeito de Belo Horizonte, Alexandre Kalil e sua entourage.

A lógica, como estudo e identificação das formas válidas e corretas na linguagem, também se dedica a identificar e qualificar aquilo que não possui uma validade formal coesa e correta. A palavra que nomeia essas situações de não correção da forma daquilo que foi enunciado pela linguagem é falácia.

As falácias são proposições sem sentido, sem encadeamento lógico entre os fatos enunciados ou sem nexos causais que expliquem de maneira completa e correta os efeitos que constam nos enunciados das questões analisadas. Com efeito, a lógica tem como objetivo estudar as relações do pensamento com a verdade.

Pela lógica do prefeito de BH os números devem despencar a partir de hoje

Vamos então analisar a “Lei Seca” de autoria do prefeito de BH decretada no dia 4 de dezembro, e em vigor até hoje, mesmo depois de decisão judicial de primeira instância contrária ao decreto, baseada na lógica e posteriormente derrubada pelo TJMG em despacho de desembargadora de plantão sem qualquer nexo com a realidade.

A decisão do TJMG que derrubou Mandado de Segurança da Abrasel não se baseia na lógica e nem em qualquer razoabilidade. Portanto foi uma decisão política.

Por que os números do Coronavírus obrigatoriamente precisam cair a partir de hoje?

Foto: Hoje em Dia – Prefeito Alexandre Kalil – Imperador de BH

E por que estou recorrendo a Lógica neste 21 de dezembro de 2020. Hoje fazem 14 dias da “Lei Seca” do imperador Alexandre Kalil. Segundo os estudiosos de plantão, esse é o tempo máximo de incubação do Coronavírus. Ou seja, se a culpa do aumento de casos de infecção foi do álcool nos bares de BH, a taxa de transmissão e o número de infectados obrigatoriamente precisam despencar a partir de hoje.

Caso contrário, o prefeito se equivocou, para não afirmar que agiu insanamente ameaçando a sobrevivência de milhares de famílias que sobrevivem desse nicho de mercado. A Comunidade Científica da UFMG (os que posam de donos da verdade, uma minoria) sustentaram tese de que pela analise do esgoto, BH tem mais de um milhão e cem mil infectados. Da mesma maneira, dizem que a taxa de transmissão está acima de 1,1. Ou seja, cada 100 pessoas contaminam outras 110.

Analisando essas duas “verdades absolutas” da classe médica ativista que leva no sobrenome o carimbo Lula, membros do grupo oficial de combate ao Covid-19, podemos considerar que a epidemia já está praticamente no fim, pois os mais de um milhão de infectados contaminaram outro milhão de pessoas. Como BH tem 2,6 milhões, daqui a pouco todos estarão contaminados e, então, o imperador Alexandre Kalil poderá decretar o fim da quarentena. Do contrário fica constatada segundas intenções e malandragem no grau mais elevado, já que o decreto de emergência foi adiado por mais 6 meses possibilitando licitações sem necessidade de tomada de preços.

José Aparecido Ribeiro é jornalista em Belo Horizonte

Contato: jaribeirobh@gmail.com – WhatsApp: 31-99953-7945 – www.zeaparecido.com.br

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado.