Turismo e Cultura de Minas Gerais unidos como irmãos siameses, por obra de Leônidas Oliveira

Foto: José Aparecido Ribeiro – Secretário Leônidas, Secult – Roberto Bastianetto, Cemig e o Subsecretário de Cultura Bernardo Silviano Brandão.

O Secretário Estadual de Turismo Leônidas Oliveira consegue unir turismo e cultura em prol da mesma causa. As duas áreas ocupam o mesmo vagão de um trem que se chama Minas Gerais. A resistência que até pouco tempo servia de barreira para o trabalho da secretaria, já está superada e agora só falta o efeito da vacina contra o desanimo aplicada na última quinta feira (29) em evento realizado na Praça da Liberdade, no MM Gerdau Museu de Minas e do Metal. O novo Circuito Liberdade é a pá de cal na turma do deixa disso, os que achavam que cultura e turismo eram primos e não irmãos siameses.

Leônidas reuniu o trade turístico e os produtores culturais para uma injeção de otimismo. Na composição química o mesmo propósito, promover Minas Gerais em mercados potenciais, dentro e fora do país. A proposta é levar para os mercados emissores uma miríade de atividades que despertem atenção e o desejo de turistas ávidos por novas experiências. E Minas tem o que oferecer, pois mesmo com a crise provocada pela pandemia, o estado tem sido o segundo mais procurado, perdendo apenas para São Paulo que é porta de entrada do Brasil ao lado do Rio de Janeiro.

Belo Horizonte não saiu do radar da Secult, apesar da ordem do prefeito Alexandre Kalil de manter a Belotur distante das atividades do estado. O secretário não desanimou e assumiu sua missão de promotor do estado sem se esquecer da capital. Fez questão de destacar no evento sua preocupação com o cenário atual da hotelaria de BH. Na coletiva de imprensa presencial e pela webinar o projeto Liberdade acende as esperanças apagadas pelos eventos e pelo turismo de negócios da capital.

A hotelaria bate recorde de baixa ocupação e vários não aguentaram o tranco, acabaram fechando, como é o caso de dois dos mais tradicionais: Othon e Financial, ambos no Centro da capital que definha.

Experiência internacional e o jeito mineiro de fazer as coisas acontecerem

Usando sua experiência internacional que inclui pós-doutorado na Espanha, país que tem na atividade turística o carro chefe da economia, aliado ao jeito mineiro de ser, o secretário disse ter enxergado no conjunto de equipamentos culturais a oportunidade de promoção da cultura e do turismo do estado.  Leônidas Oliveira e seu time de craques apresentaram o Decreto do Estado que passa a reger o Circuito Liberdade, dando liberdade para que ações não dependam do humor de governos transitórios.

O instrumento estabelece que o conjunto arquitetônico do Circuito será expandido, abrangendo, de forma integrada, equipamentos culturais do estado e de parceiros presentes na área definida pelo projeto original de 1895 da cidade de Belo Horizonte, delimitada pela parte interna da Avenida do Contorno. Além disso, o Decreto também estabelece o roteiro turístico denominado “Circuito Liberdade”, que será regulamentado por meio de resolução da Secult, órgão que passa a ser gestor da iniciativa.

Decreto garante autonomia e livra o Circuito do humor e transitoriedade de políticos

Foto: Paulo Lacerda / Secult – Sub Secretário de Cultura Bernardo Silviano Brandão

De acordo com Leonidas essa nova proposta, amparada pelo Decreto, intensifica a transversalidade entre cultura e turismo, potencializando e fortalecendo o Circuito e seus desdobramentos. “A ideia é fomentar a cultura de forma mais ampla e criar rotas turísticas dentro do Circuito Liberdade, para comercializar esses produtos de forma organizada e competitiva”, relata o secretário.

Haverá dialogo com os demais espaços culturais e instituições que desejarem fazer parte da iniciativa, abrindo inúmeras possibilidades de parcerias e arranjos criativos, em consonância com as políticas públicas de promoção da cultura e do turismo: “O fortalecimento da união entre cultura e turismo no Circuito Liberdade é uma grande potência e será nossa contribuição para alavancar a economia durante esta retomada, independente de quem estiver no poder” destaca o secretário.

Através do mapeamento de parcerias o Circuito Liberdade vai avançar e criar programações culturais integradas conectada às ricas festividades e eventos que acontecem no decorrer do ano e que podem ser produtos com o DNA da cultura mineira, tudo isso sendo divulgado a tempo e a hora, no medelo “just In time”, com o diferencial de poder usar o ciberespaço como meio.

Palestra destacou a riqueza cultural e histórica do Circuito Liberdade

Foto: Paulo Lacerda / Secult – Lançamento do novo Circuito Liberdade – Público respeitando protocólos

Para enriquecer o evento que reuniu cultura e turismo os participantes viram palestra com o tema “Interfaces Turismo e Cultura no Circuito Liberdade”, apresentada pelo decano do jornalismo, historiador e gestor público Mauro Werkema. Ele que goza de experiência e já esteve à frente da Secretaria de Cultura de Ouro Preto, a Belotur e a Fundação Clóvis Salgado. Figura respeitada no trade e na cultura.

Desde que foi criado o Circuito contabiliza 12,9 milhões de visitantes. A exemplo dos circuitos de cidades europeias pode ser tratado como fonte de conhecimento da história com apelos culturais que agradam turistas. Em 2019, foram 2,5 milhões de visitantes, uma média mensal de 205 mil pessoas. Em outubro de 2019, mês em que as programações são pensadas para o público infantil, os espaços culturais do Circuito Liberdade receberam, juntos, 235 mil visitantes. (Fonte: Secult)

Equipamento que compõem o Circuito Liberdade

Dos equipamentos culturais em funcionamento nove são geridos pelo Governo de Minas e os outros sete funcionam com ajuda de parceiros públicos e provados. Os equipamentos públicos sob a gestão do Estado são: Biblioteca Pública Estadual de Minas Gerais; Palácio da Liberdade; Arquivo Público Mineiro; Museu Mineiro; Centro de Arte Popular; Cefart Liberdade; BDMG Cultural; Espaço Cultural da Escola de Design UEMG; Iepha – Instituto Estadual do Patrimônio Histórico e Artístico (Prédio verde)

Já os sete equipamentos sob gestão de parceiros públicos e privados são: Espaço do Conhecimento UFMG; MM Gerdau – Museu das Minas e do Metal; Memorial Minas Gerais Vale; Centro Cultural Banco do Brasil; Casa Fiat de Cultura; Academia Mineira de Letras; Centro Cultural Minas Tênis Clube. O evento de lançamento do novo Circuito Liberdade foi transmitido no canal da Secult no Youtube e ficará disponível para acesso na íntegra no link a seguir:

http://www.youtube.com/c/SecretariadeCulturaeTurismodeMinasGerais

José Aparecido Ribeiro é jornalista em Belo Horizonte e Presidente da Abrajet-MG

Contato: jaribeirobh@gmail.com – WhatsApp: 31-99953-7945

One thought on “Turismo e Cultura de Minas Gerais unidos como irmãos siameses, por obra de Leônidas Oliveira

  1. A Cemig tinha convênio com o Financial e o Othon, do Antonio Luciano com centenas de herdeiros.
    Eu ficava no Financial por ser muito próximo da Rodoviária.
    Fazia cursos na Itambé, era tranquilo.

    Gostava de ir no Parque Municipal, Mercado e Zoológico além da região da Pampulha e Praça do Papa.
    Meus parentes de Bh gostavam de frequentar Santa Luzia e a Serra do Cipó.
    Eu e minha falecida mãe íamos no Xodó.
    Raras vezes íamos em teatro, devido a correria.
    Mas se os hotéis tivessem micro-onibus seria uma mão na roda.
    Um dos meus tios era sócio do Hospital São José e outro proprietário da Nacional Magazine que fica na Afonso Pena..
    Como era bom, minha tia morava numa casa enorme em frente ao antigo Colégio Santo Agostinho.
    Como era bom visitá los depois ir ao Mineirão ver um clássico Cruzeiro x Atlético.
    Só nostalgia, fui num barzinho mil na Raja Gabaglia todo de palha.
    Isso é que era passeio.

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