A desordem reina absoluta na “seis pistas” em Nova Lima.

A Região de Nova Lima, que faz limite com Belo Horizonte, foi uma das que mais cresceram nos últimos 20 anos. Prédios que são verdadeiras cidades foram erguidos nas proximidades do Belvedere, com destaque para o Vila da Serra e Vale do Sereno. Local conhecido como “seis pistas” e que há duas décadas era mato, hoje  abriga milhares de famílias em condomínios de alto luxo, e uma vasta gama de comércios, hospitais e empresas. “Inexplicavelmente”, as vias ali continuam as mesmas, sem qualquer mudança substancial condizente com o que virou a região. O trânsito é um verdadeiro caos e existe apenas duas saídas, saturadas há tempos e a qualquer hora do dia. Nem sinais de trânsito existem para minimizar a bagunça. Vale a lei do mais forte e a educação dos que mesmo na desordem, continuam cidadãos.

 

Cenário que leva motoristas de carros particulares e até passageiros do transporte coletivo ao desespero quando precisam vencer a passagem de nível ao norte, que da acesso ao Belvedere, ou a Alça Sul, que dá acesso a BR 356 e a Belo Horizonte. O local parece terra de ninguém, sem governo, sujo, feio e desorganizado. Um contraste visível, que salta aos olhos e que não combina com o luxo e a beleza dos condomínios instalados ali. A região precisa urgentemente de uma reestruturação, feita por gente que tem olhos para o futuro e capricho para cuidar dos detalhes onde reina o caos. A topografia está gritando e convidando a Prefeitura para agir, mas nada é feito.

 

Se fossem mais atentas, as autoridades de Nova Lima poderiam transformar a região em um ponto turístico, haja vista a beleza das construções e o clima agradável, face a proximidade da Mata do Jambreiro. Lamentavelmente o poder publico comparece apenas para arrecadar com a venda de talões faixa azul, limita-se tão somente a cobrar impostos, sem apresentar a contra partida que se espera dele através das obras que permitam melhorar a estética e a fluidez do trânsito em uma região densamente conurbada e de alto padrão. Até o modo de estacionar em 45 graus continua o mesmo de décadas atrás. A sinalização é precária, não há padrão ou cuidado algum com as calçadas e o paisagismo não existe. Se a medida do mundo é a nossa medida, o Prefeito de Nova Lima precisa viajar e arejar a cabeça, pois a parte bonita da cidade está feia.

 

Haja incompetência, desrespeito a coisa pública e ao contribuinte. A propósito, por onde andam os Vereadores, o Ministério Público e as Associações de Moradores? Será que os impostos e taxas arrecadados para a construção de condomínios gigantescos não são suficientes para as obras mínimas, necessárias para mitigar o caos?

 

José Aparecido Ribeiro

Consultor em Assuntos Urbanos e Mobilidade

Presidente do Conselho Empresarial de Política Urbana da ACMinas

CRA-MG 08.0094/D – 31-9953-7945

 

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