BH Trans quer copiar modelo de cidade Alemã onde a temperatura média é de 8,4 graus. Piada ou Incompetência?

Entre outros absurdos que se ouve em BH sobre Mobilidade Urbana, a exemplo do “Mobcentro” (projeto que visa fechar o centro de BH para carros e que esta piorando o que já era ruim, causando prejuízos irreparáveis para o comercio), os "brilhantes" técnicos da BHTrans agora estão querendo copiar exemplos da cidade de Bremen na Alemanha. Pasmem, isso mesmo, parece piada, mas não é. Para quem não sabe, sugiro entrar no Google e pesquisar sobre Bremen, a cidade que fica às margens do Rio Weser, no Norte da Alemanha, cuja a TEMPERATURA MÉDIA ANUAL É DE 8,4 GRAUS CELSIUS, e a topografia plana. Isso mesmo: 8,4 graus!

 

Inacreditavelmente, uma das responsáveis pelas "inovações" na área de mobilidade em BH, a diretora do projeto “pedala BH”, Eveline Trevisan, que esta semana recebeu o gerente sênior de implantação de projetos da cidade de Bremen, possivelmente com tudo pago pela PBH, além de diárias e cachês, Sr. Michael Glotz-Richiter, cogita implantar ciclovia na Rua Gonçalves Dias, um dos corredores mais carregados de transito da Capital, onde a topografia é marcada por subidas e decidas em toda extensão. Trata-se de uma das ruas com o fluxo totalmente saturado, e que ainda assim liga a Savassi a Av. Amazonas e Av. Barbacena.

 

Ao ouvir tamanha incoerência fica a sensação de que a BH Trans está de pirraça com os motoristas. Não é preciso ser especialista para constatar que a empresa gestora do transito segue desnorteada, cometendo erros crassos e inadmissíveis em uma cidade com quase 3 milhões de pessoas, 54% delas, usando o transporte individual por falta de alternativas. Os resultados não nos deixa mentir. O modelo europeu, onde o clima é frio e a topografia é plana jamais servirá para BH. Se deseja gerir o transito com resultados, a BH Trans precisa ouvir quem é daqui. Quem circula e conhece a cidade, mas nunca os estrangeiros. O belo-horizontino não vai trocar o conforto do ar condicionado dos carros por bikes ou por BRT, isso já está mais do que comprovado. A Capital precisa é de obras e menos puxadinhos.

 

Na cidade onde os estrangeiros sempre são os portadores da verdade, mesmo que ela não se confirme, contrata-se consultores para quase tudo, regra geral pagando caro e sem nenhuma garantia de resultados. Eles vem e falam o que a PBH manda e fica tudo por isso mesmo. Ainda permanece fresco na memória a contratação em 2008 do ex-prefeito de Bogotá, o colombiano Henrique Penalosã, a peso de ouro, para nos dizer que o modal de transporte deveria ser o BRT e não o Monotrilho, como recomendava e continua afirmando por unanimidade a comunidade de engenharia local. Resultado? O caos continua pelos 4 cantos da cidade.

 

Alguém precisa dizer para o prefeito que no time dele tem gente jogando contra, só não vê quem não quer.

 

José Aparecido Ribeiro

Consultor e Estudioso de Assuntos Urbanos e Mobilidade

Diretor da Associação Comercial e Empresarial de Minas – ACMinas

CRA-MG 08.00094/D

31-9953-7945

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