Ciclovias: pra que e pra quem?

O leitor Marcos Santos Guimarães pede mais ciclovias em BH. Opinião domingo, 17/05. Jornal Estado de Minas. Pergunto ao missivista: pra que é pra quem? 

As fotos em anexo foram tiradas nesta manha agradável de domingo, 17/05, 21 graus, próximo ao Mercado Central e ao Diamond Mall na Av. Olegario Maciel. Todas as bicicletas do bicicletario que a BH Trans insiste em manter inutilmente, estavam lá de 9H as 11H, tempo que fiz questão de monitorar. Apenas duas bikes no bicicletario da Av. Olegario Maciel estavam locadas. 
O leitor, as autoridades "xinfrim" que nos governam e parte da imprensa chapa branca que cumpre tabela, pra não perder a boquinha na PBH, insistem em não ver que o projeto BH Bike é um fiasco. Salvo raras exceções, como Pampulha e vias de topografia plana, todas as ciclovias estão as moscas. Basta andar pela cidade e contar nos dedos o número de ciclistas que circulam nelas. Especialmente na hora do hush.

Só pra lembrar, BH não é Berlim, Amsterdã, Bogotá e nem Paris. Não é, e nunca será. 
Se tivessem humildade, nossos "brilhantes" especialistas dariam uma chegadinha a Campinas e lá poderiam aprender como bike e veículos convivem em harmonia sem riscos e numa boa.
Fica a dica para os teimosos e para os oportunistas de plantão que estão de lixando para a Cidade.
José Aparecido Ribeiro
ONG SOS MOBILIDADE URBANA
CRA MG 08.0094/D
31-9953-7945

2 thoughts on “Ciclovias: pra que e pra quem?

  1. Mas como o foco do Sr José Aparecido são os projetos que envolvem motores, fica a sugestão: que tal defender a implantação de faixas exclusivas para ônibus em avenidas primordiais como Amazonas, Tereza Cristina, Afonso Pena, Raja Gabaglia, Nossa Senhora do Carmo. Em vez de querer alargamento de pistas para carros, que tal dar uma boa melhoria a quem já ocupa muito menos espaço e polui muito menos, os passageiros de ônibus?

  2. Dia 17/05 foram 420 utilizações no sistema.
    http://tremutil.com.br/bike/totalviagens.php?c=bh

    O "fiasco" apontado não é por BH não ser Bogotá, Paris, Amsterdã. O "fiasco" vem da falta de investimentos em ciclovias, bicicletários, campanhas educativas, liberação dos parques, fidcalização e punição de motoristas infratores. Mesmo assim, na ciclovia da Professor Moraes, durante a semana, a média entre 7 e 10h da manhã é de 30 ciclistas/h, onde passavam 5 ciclistas/h em 2010, sem ciclovia.

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