O corporativismo estatal e as oligarquias versus o povo e o cidadão de bem.

O corporativismo estatal e as oligarquias versus o povo e o cidadão de bem.
(Autor: Romero Bittar)

O que há de comum entre TODOS os partidos políticos no Brasil: eles só querem seus próprios interesses ou, melhor dizendo, os interesses de seus filiados e apoiadores. Contextualizando, não fora o S/A dos bancos até hoje conheceríamos TODOS os coronéis do país. Coronéis estes que são advindos das Capitanias Hereditárias e seus adjacentes, e teve seu apogeu na República Oligárquica (1894-1930).

É preciso deixar claro: ninguém que não tenha se aliado à alguma destas oligarquias em algum momento, chegou a lugar algum. Estamos a quinhentos e dezoito anos nesta caminhada e nada, absolutamente nada mudou, exceto a densidade populacional. Pode-se alegar que os movimentos sindicais de trabalhadores criaram uma nova vertente de poder oligárquico, mas esta vertente também nasceu sob a bênção destes poderosos que citei e que em determinado momento viram nestes movimentos mais uma forma de consolidar seu poder.

Veja um exemplo recente, a greve dos caminhoneiros que só sobreviveu enquanto o interesse e o envolvimento das grandes transportadoras estava preservado no anonimato, bastou o governo descobrir o conluio destas empresas e foi possível desbaratar a greve. Em geral, a presença das práticas oligárquicas impede que amplas parcelas da população participem do debate político.

Dessa forma, podemos ver que a oligarquia diverge do atual sentido dedicado à democracia. Oligarquia significa literalmente governo de poucos. É um sistema de governo onde o poder está concentrado em um grupo limitado de pessoas que governam em benefício próprio. Esse grupo pode ser: – do mesmo partido político, – da mesma família, – do mesmo setor econômico, – ou que simplesmente tenham os mesmos interesses (corporativismo).

De acordo com o Aristóteles, no livro “A Política”, a oligarquia é a degeneração da aristocracia (governo dos melhores), que concentra o poder na nobreza, mas governa de acordo com os interesses do povo. Os fatos atuais: São os desvarios, as insânias, as loucuras, as atitudes psicóticas, as desatinadas e as extravagâncias que acabam culminando em enormes absurdos e nas asneiras que povoam a política brasileira atual e, que como consequência causam toda sorte de desvios de condutas e a corrupção.

A solução: A solução é de longo prazo, mas, tal qual a jabuticabeira quanto mais demorar a plantar mais as chances de quem plantar não ver nenhum resultado, portanto nesta próxima e em todas as outras a decisão deve ser sempre de alternância do poder. São inúmeras as vantagens da alternância dos detentores de cargos públicos.

Os que não se reelegeram vão ser excelentes fiscalizadores dos novos, porque querem voltar ao poder e os novos vão tentar mostrar que podem continuar no poder e não os reelegeremos mesmo se forem melhores, porque a fila precisa andar. Lógico que os critérios de escolha devem ser aprimorados continuamente, mas a exigência de capacidade de te representar, uma ética acima de qualquer suspeita, no mínimo melhor que a sua, que tenha ficha limpa comercial, familiar e judicial.

Difícil? Não, hoje todo mundo tem celular e os App, aplicativos de consulta, tais como o de “detector de corrupção”, mas não só ele, diversos que te permitem uma consulta da vida pregressa do candidato. Na dúvida, confie em mais de uma pessoa bem informada que você conheça e depois pense, pense, pense para votar no melhor que sua maneira de ver o país que você quer te mostre.

NUNCA anule ou vote em branco, sua opção mesmo que for ruim, ainda é a sua opção. Quando você não escolhe, os outros é que escolherão por você. Conclusão Saiba que quem manda hoje no Brasil é o corporativismo estatal e as oligarquias que têm se perpetuado e do outro lado, só com o voto como arma, nós, o povo e cidadãos de bem, por isso: Não reeleja NINGUÉM; Não eleja NINGUÉM que já ocupou cargo público; Não eleja NINGUÉM que seja ligado a quem está ou esteve no poder; mas, vote no que é renovação, contra as oligarquias e os corporativistas e a corrupção que representam.

Romero Bittar é empresário, amigo e leitor do Blog.
Romero.bittar@me.com

José Aparecido Ribeiro
Jornalista – DRT 17.076. – MG
Blogueiro no portal uai.com.br
Portal osnovosinconfidentes.com.br
Jaribeirobh@gmail.com – 31-99953-7945

3 thoughts on “O corporativismo estatal e as oligarquias versus o povo e o cidadão de bem.

  1. Caro Fernando, mas, pelo menos são novos atores e com uma pré-seleção, foque mais na alternância de poder, porque TODOS partidos e políticos são aquém, por isso temos que criar uma instabilidade neles, trocando sistematicamente o poder de mãos.

  2. Eu não vou reeleger ninguém, mas também não voto no partido NOVO que para mim é mais uma forma mascarada de manter uma mesma oligarquia das quais você mencionou. As ideologia do partido NOVO não me engana ela vai de encontro aos anseios da imensa maioria da população brasileira.

    1. Preado Romero
      Gostei muito do seu artigo. Você fez uma análise ampla e fundamentou bem sua posição. Ninguém em seu juízo perfeito a existência dessa casta de privilegiados que se alternam no poder.
      Gostei da analogia com o pé de jaboticaba, a solução é demorada, mas não tem outro jeito. Salvadores da pátria não existem.

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