O tamanho da corrupção é proporcional ao da letargia do povo.

Nunca na história deste País a imprensa prestou tantos serviços, cumprindo a sua missão ao retratar a realidade nos bastidores do poder, trazendo a tona o lamaçal que virou a política. Parece um novelo e quanto mais puxamos, mais absurdos são revelados em um ciclo que está longe de ter fim.


Escândalos se sucedem todas as semanas e nada é capaz de tirar o povo do sono profundo que ele se encontra. Casa Civil, Transporte, Turismo, Agricultura… E qual será o próximo? O modelo eleitoral faliu, os partidos são agremiações de aluguel que trocam até a mãe por cargos no governo. Não existe oposição capaz de mobilizar a sociedade para uma reação a altura. Triste realidade.


A Sociedade prefere o espetáculo midiático, não quer ou finge não ver o que está explicito debaixo do seu nariz. Parece entender inconscientemente que ela é a responsável por tudo isso ao não fazer o bom uso do voto. Como juiz da Democracia, o povo colhe o resultado das suas escolhas, ao preço de um rombo incalculável nos cofres públicos e contrapartida perto de zero. Impostos nas alturas e serviços precários em quase tudo. 


O fato é que não tem como ficar alheio ao que se passa. Por mais ignorante que seja, o Cidadão le jornais, revistas, ouve rádio ou assiste a programação da TV. aberta. E o noticiário traz uma grade farta de denuncias e escândalos que mudam apenas de endereço em um espetáculo que nos faz lembrar da Roma dos Césares. A mesma do “pão e do circo”…

 

Diante deste cenário sombrio e da passividade, a sugestão para os que ainda não perderam a capacidade de se indignar e não sabem o que fazer, é que acendam os faróis dos carros em protesto. Acender os faróis e mante-los acesos durante o dia, até que alguma coisa aconteça para tirar o povo da letargia…


José Aparecido Ribeiro

Especialista em Assuntos Urbanos

Belo Horizonte – MG

31 9953 7945

CRA MG 0094 94

 

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