Senador Aécio: Nós sabemos quem manda, somos obedientes… Mas, sinceramente, não precisa apelar.

Não sei se foi uma miragem, um delírio, talvez um surto passageiro, ou se realmente li nos jornais que o Senador Aécio Neves quer ver o garoto Pablito no comando da Câmara Municipal de BH. Que me perdoem os dois, em especial o Senador por quem temos grande apreço e gratidão. Mas essa tarefa exige um mínimo de maturidade e conhecimento profundo dos problemas da cidade, detalhes que o jovem vereador ainda não possui.

 

Com efeito, se alguém nos mostrar algum feito substancial que este jovem mancebo tenha feito para BH no seu primeiro mandato, eu me calo e mudo da cidade. Nossos políticos perderam a noção, querem enfiar goela abaixo do povo suas vontades e caprichos desmedidos. Todo mundo sabe que o Senador e sua família continuam mandando e decidindo o nosso destino, mas sinceramente, desta vez ele foi longe demais e com todo respeito, ele merece um puxão de orelha.

 

Tendo Pablito no comando da CMBH, o Senador espera ter algum controle sob o que se passa em Belo Horizonte. Mas os político esquece que este capricho pode ter consequências no cotidiano de milhões de pessoas que esperam da CMBH um mínimo de autonomia e independência para fiscalizar o executivo e exigir dele ações capazes de melhorar a qualidade de vida de uma cidade enterrada em problemas de todas as ordens, com destaque para o transito, mendicância, pichações, segurança, saúde, habitação, etc.

 

Imagine se BH depender desse jovem vereador para bater na mesa contra o Prefeito ou quem quer que seja? Evidente que ele não tem peito para fazer isso e nem tampouco experiência. Contudo, a cidade necessita de alguém na Presidência da CMBH que o tenha. Uma pessoa que conheça e entenda seus problemas, e que não aceite passivamente as imposições do executivo ou de qualquer outra força política. Em cidades onde o modelo Republicano funciona, os poderes são autônomos e independentes.

 

Uma governo que foge do debate, onde quem critica é visto como inimigo e “Persona Non Grata”, corre o risco de não ser progressista. Será que não basta o festival de trapalhadas que o play boi Léo Burguês aprontou? Ou será que o Político de Brasília está querendo mostrar quem manda no pedaço? Nós sabemos que é ele quem manda, mas sinceramente, o Senador, que teve papel preponderante nos avanços que a cidade obteve nos últimos anos, desta vez pisou na bola e parece ignorar a importância da CMBH. Ou será que ela não tem importância de fato, tornou-se dispensável?

 

José Aparecido Ribeiro

Consultor em Assuntos Urbanos e Mobilidade

ONG SOS Mobilidade Urbana

31 9953 7945

CRA MG 0094 94

 

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